
Uma investigação sobre fraudes bancárias e lavagem de dinheiro resultou no bloqueio judicial de R$ 25 milhões e na apreensão de veículos de luxo pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). A "Operação Personal Manager" foi deflagrada entre quarta-feira (20/5) e quinta-feira (21/5) pelo Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Patrimônio (Depatri), com mandados cumpridos em Belo Horizonte, Nova Lima e Vespasiano.
Durante as buscas realizadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, os policiais recolheram quatro carros de luxo, celulares, cartões bancários, certificados digitais e diversos documentos considerados relevantes para o avanço das investigações. De acordo com a PCMG, o grupo investigado é suspeito de atuar de forma organizada em fraudes financeiras envolvendo contas bancárias.
A apuração teve início após denúncia feita por uma instituição financeira nacional, que identificou movimentações suspeitas e possíveis desvios de valores. As investigações apontam que o esquema contava com divisão de funções entre os integrantes, incluindo a participação de gerentes e ex-funcionários de bancos. Esses indivíduos teriam facilitado acessos indevidos a contas e operações financeiras fraudulentas, tornando o esquema mais sofisticado e difícil de detectar. Conforme a Polícia Civil, uma das vítimas identificadas teve prejuízo superior a R$ 520 mil.
Para ocultar a origem dos recursos obtidos ilegalmente, o grupo utilizava empresas de fachada e estabelecimentos comerciais. Um dos mecanismos identificados pela PCMG envolvia a compra, reforma e revenda de veículos sinistrados, prática usada para dar aparência legal ao dinheiro movimentado. Todo o material apreendido durante a "Operação Personal Manager" passará por análise detalhada e poderá ajudar na identificação de outros integrantes do esquema criminoso, ampliando o alcance das investigações.