Réu é condenado a 24 anos por morte de menina de 7 anos em BH
Homem que matou Nicolly Kimberly, de 7 anos, em ponto de ônibus no Barreiro recebe pena de quase 25 anos em regime fechado
O réu responsável pela morte de Nicolly Kimberly, de 7 anos, foi condenado por homicídio qualificado nessa terça-feira (11/5), pelo 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte. O crime ocorreu em junho de 2023, no bairro Mangueiras, na região do Barreiro, quando a criança e seu pai estavam em um ponto de ônibus e foram atingidos por disparos de arma de fogo. O pai sobreviveu aos tiros, mas Nicolly Kimberly não resistiu.
O juiz Marco Antônio Silva fixou a pena em 24 anos, 11 meses e sete dias de reclusão, em regime fechado. Além da condenação pelo homicídio da menina, o acusado também foi responsabilizado pela tentativa de homicídio do pai dela. O Conselho de Sentença reconheceu que o acusado utilizou meio que resultou em perigo comum e recurso que dificultou a defesa das vítimas, conforme informou o Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
De acordo com as investigações, Nicolly Kimberly e o pai estavam na rua Romero Gomes Vieira quando foram surpreendidos pelos disparos. A polícia apurou que a criança não era o alvo do ataque. O acusado, que atuava no tráfico de drogas da região, teria tentado atirar em um veículo que passava em alta velocidade, no qual estaria um rival, mas acabou atingindo a família que aguardava o ônibus.
O homem foi inicialmente ouvido pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) logo após o crime, mas foi liberado por falta de provas. Com o avanço das investigações, os policiais colheram depoimentos de testemunhas e analisaram imagens de câmeras de segurança, que embasaram o pedido de prisão preventiva. A prisão foi aceita pela justiça e cumprida mais de 15 dias após o homicídio, em 12 de julho de 2023.
Durante as investigações, a PCMG afirmou que o suspeito negou ter sido o autor dos disparos. Segundo Guilherme Guimarães, responsável pelo inquérito, o homem admitiu todas as partes da história apurada pela corporação, mas negou a autoria dos tiros. "Ali [no local do crime, no bairro Mangabeiras] é um território dele. Inclusive, ele anda armado. Se houvesse outra pessoa armada, ele saberia", argumentou Guimarães.
Com a condenação, o caso de Nicolly Kimberly chega a uma conclusão judicial. A sentença reconhece as circunstâncias agravantes do crime e impõe ao réu uma pena em regime fechado, encerrando um processo que mobilizou as investigações da PCMG por semanas até a prisão do acusado.



