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Minas Gerais registrou saldo positivo de 89.939 empresas entre janeiro e abril de 2026, com 216.578 aberturas e 126.639 fechamentos, de acordo com dados do Mapa de Empresas do Governo Federal. Economistas avaliam que o crescimento reflete confiança no ambiente de negócios, mas alertam que o predomínio de pequenos empreendimentos exige cautela quanto à capacidade de sobrevivência dessas empresas.
A expansão se concentrou nos principais polos econômicos do estado, com Belo Horizonte liderando o ranking com 38.578 novas aberturas.
No campo da inovação, o polo Itajubá Hardtech avançou no processo para obtenção de uma Indicação Geográfica junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial. O ecossistema já concentra 1,2 mil empregos diretos, 600 soluções desenvolvidas e 150 propriedades intelectuais registradas.
O processo de certificação teve início com uma consultoria especializada contratada em 2025, após diagnóstico favorável do Sebrae Nacional realizado em 2022. Especialistas avaliam que a certificação deve atrair investimentos, gerar empregos qualificados e ampliar o valor agregado dos serviços oferecidos na região.
No setor de construção civil, as vendas de material de construção na Grande BH recuaram entre 3% e 5% no período de janeiro a abril de 2026, em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. O desempenho negativo é atribuído a uma combinação de fatores: juros elevados, gastos com apostas online, inflação e alta de preços entre 25% e 35% em produtos como tubos, conexões, caixas d’água e telhas plásticas, reflexo da elevação internacional dos preços do cobre e do petróleo.
Especialistas projetam que os efeitos da crise internacional devem persistir nos próximos meses de 2026, limitando qualquer perspectiva de recuperação interna e mantendo o setor sob pressão.