
Maternidade Odete Valadares, em Belo Horizonte - Foto/Reprodução Fhemig
Servidores da Maternidade Odete Valadares, localizada na região Centro-Sul de Belo Horizonte, denunciam risco de contaminação da água e presença de bactérias na unidade.
A situação gerou preocupação entre os trabalhadores, especialmente por se tratar de uma maternidade de alto risco com Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal.
O Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG) afirma que os funcionários não foram oficialmente comunicados pela direção da unidade sobre o problema.
Os exames realizados apontaram alterações nos parâmetros de qualidade da água e identificaram a presença de duas bactérias.
Uma delas é a Pseudomonas aeruginosa, que costuma afetar principalmente pessoas com baixa imunidade e pode provocar infecções graves.
A outra é a bactéria heterotrófica, cuja presença pode indicar falhas no processo de desinfecção ou acúmulo de matéria orgânica no sistema de abastecimento.
O que diz a Fhemig
A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) informou que segue rígidos protocolos sanitários e realiza monitoramento constante para garantir a qualidade da água em todas as suas unidades, sendo a água de consumo de pacientes e servidores do tipo mineral.
Durante análise programada realizada em abril, foi identificada a presença de Pseudomonas aeruginosa e bactérias heterotróficas em alguns pontos da Maternidade Odete Valadares.
Entre as medidas adotadas, a Fhemig realizou, de forma imediata, a limpeza e desinfecção dos reservatórios e caixas d'água da unidade, além de executar as demais ações recomendadas no plano de ação.
Também foram promovidos treinamentos e orientações aos profissionais responsáveis pelos procedimentos de limpeza e desinfecção, visando garantir o cumprimento dos critérios técnicos e protocolos estabelecidos.
A fundação afirmou não haver registros de ocorrências referentes a sintomas gastrointestinais entre servidores, nem infecções hospitalares nos meses de abril e maio, o que, segundo a instituição, comprova que não houve impactos do ocorrido.
A Fhemig informou ainda que segue acompanhando as análises da água e adotando as medidas necessárias para garantir a segurança de pacientes, acompanhantes e trabalhadores.