
Foto: Ricardo Stuckert/PR
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13/5) aponta uma leve recuperação na avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao levantamento realizado em abril. A aprovação do petista subiu três pontos percentuais, enquanto a desaprovação caiu na mesma proporção. O estudo também identifica os principais fatores que podem explicar essa melhora.
Entre os elementos que contribuíram para a recuperação de Lula, destaca-se o fato de que o eleitor passou a ser impactado por um volume maior de notícias positivas sobre o governo. Em comparação com abril, houve um aumento de nove pontos percentuais no percentual de eleitores que afirmam ter visto mais notícias favoráveis à gestão petista. Veja como ficou a distribuição das respostas sobre o noticiário:
- "Mais negativas": 43% (queda de 5 p.p. em relação a abril)
- "Mais positivas": 32% (+9 p.p.)
- "Não tem visto notícias": 21% (-6 p.p.)
- "Não sabe/Não quis responder": 4% (+2 p.p.)
"A população parece impactada por um ambiente de notícias mais positivas para o governo: o percentual vendo notícias mais positivas saltou de 23% para 32% e os que viram notícias negativas foram de 48% para 43% em um mês", ressalta o cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest.
O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 11 de maio e indica que Lula colheu bons resultados de acontecimentos recentes. Um dos destaques foi o encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O brasileiro visitou a Casa Branca na semana passada, onde foi recebido com honrarias de chefe de Estado e participou de uma reunião de quase três horas com o republicano.
O encontro chegou ao conhecimento de 70% dos entrevistados, e a percepção do eleitor foi favorável ao petista:
- "Lula sai mais forte": 43%
- "Lula sai mais fraco": 26%
- "Lula sai igual": 13%
- "Não sabe/Não quis responder": 18%
Outra medida que pode ter influenciado positivamente a avaliação de Lula é o Novo Desenrola Brasil, programa federal de renegociação de dívidas. De acordo com a pesquisa, o programa chegou ao conhecimento de 57% dos eleitores entrevistados pela Quaest.
A nova versão permite negociar dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito rotativo, crédito pessoal e até do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O governo federal também determinou que os participantes do programa serão bloqueados de plataformas de apostas online por um ano. O endividamento crescente e a expansão das chamadas Bets são preocupações do governo, que avalia que essas plataformas têm pressionado pelo endividamento da população e impedido que o eleitor sinta os efeitos positivos da economia.
A isenção do Imposto de Renda para quem recebe até cinco salários mínimos também trouxe saldo positivo para Lula, segundo o levantamento. A medida foi anunciada no ano passado, mas os dados sugerem que seu impacto está sendo percebido agora pelo cidadão.
Quando questionados se sentiram o efeito da isenção do IR, os entrevistados responderam:
- "Não sentiu diferença": 45% (-4 p.p.)
- "Renda aumentou, mas não muito": 33% (sem variação)
- "Renda aumentou significativamente": 21% (+4 p.p.)
- "Não sabe/Não quis responder": 1% (sem variação)
A combinação de um ambiente de notícias mais favorável, o impacto do encontro com Trump, a repercussão do Novo Desenrola Brasil e os efeitos percebidos da isenção do IR formam o conjunto de fatores que, segundo a pesquisa Genial/Quaest, ajudam a explicar a leve recuperação na avaliação do presidente Lula em maio.