
Explosão que danificou diversas casas na região do Jaguaré, na zona oeste da capital paulista
O Governo de São Paulo confirmou, nesta quinta-feira, 14, a segunda morte decorrente da explosão que ocorreu em uma obra no Jaguaré, zona oeste da capital paulista, na última segunda-feira, 11. Francisco Altino, de 62 anos, estava internado em estado grave no Hospital Regional de Osasco desde o dia do acidente e não resistiu aos ferimentos.
"Lamento a morte do Francisco Altino, segunda vítima do acidente no Jaguaré, que estava internado no Hospital Regional de Osasco, não resistiu aos ferimentos e faleceu", declarou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele acrescentou: "As equipes estão dando toda assistência para a família, tanto psicológica quanto financeira. A gente fica profundamente consternado e triste com essa perda".
A primeira vítima morreu no próprio dia da explosão. O homem, cuja identidade não foi divulgada, foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros sob os escombros. Uma terceira pessoa permanece internada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
O acidente aconteceu em uma comunidade localizada próxima às ruas Doutor Benedito de Moraes Leme e Piraúba, atrás do Condomínio Morada do Parque, no Jaguaré. Em nota conjunta, a Sabesp e a Comgás, que atuavam no local, informaram que a explosão ocorreu durante um serviço de remanejamento de tubulação de água, quando uma rede de gás teria sido atingida.
As circunstâncias do caso seguem sob investigação da perícia técnica. Como medida emergencial, as empresas anunciaram o pagamento de auxílio de R$ 5 mil a 232 pessoas afetadas pela explosão no Jaguaré.
Segundo o Governo de São Paulo, 122 casas foram vistoriadas — dessas, 27 chegaram a ser interditadas emergencialmente pela Defesa Civil. Na quarta-feira, 13, o órgão informou que cinco imóveis terão de ser demolidos e que outras 14 residências permanecem interditadas cautelarmente, só podendo ser liberadas após a realização de obras de recuperação.
A gestão estadual afirmou que, junto às concessionárias, definiu como uma das prioridades a troca e o conserto de telhados e janelas nos imóveis atingidos, em razão da previsão de chuva para os próximos dias. As famílias que perderam suas casas poderão escolher entre diferentes alternativas de moradia, como a transferência para unidades habitacionais da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), a concessão de cartas de crédito para aquisição de imóveis e, em casos específicos, o apoio financeiro para a reconstrução das residências danificadas.