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A Gerdau não descartou a possibilidade de reativar sua usina de Barão de Cocais, localizada na região Central de Minas Gerais. A unidade está paralisada há dois anos em razão dos elevados custos de matérias-primas e da concorrência desleal praticada pelo aço chinês no mercado brasileiro. O CEO da companhia, Gustavo Werneck, afirmou que o governo federal deve anunciar novas medidas antidumping dentro de dois ou três meses.
Segundo ele, essas ações devem gerar isonomia competitiva e abrir possibilidades concretas para a retomada de investimentos no setor siderúrgico nacional. Na mesma ocasião em que fez as declarações, a Gerdau celebrou os 40 anos de operação da usina de Ouro Branco, unidade que responde por mais de 10% de toda a produção de aço do país. A expectativa em torno das medidas protecionistas reflete um cenário mais amplo de pressão sobre a indústria siderúrgica brasileira, que enfrenta dificuldades diante da entrada de aço importado a preços abaixo do mercado.
A Gerdau acompanha de perto as movimentações do governo federal antes de tomar qualquer decisão definitiva sobre o futuro da planta em Barão de Cocais. Enquanto aguarda um ambiente regulatório mais favorável, a empresa mantém o foco em suas operações ativas, como a de Ouro Branco, que representa um dos pilares da produção siderúrgica mineira e nacional. A retomada da usina paralisada depende, portanto, da concretização das políticas antidumping prometidas pelas autoridades federais.