
Goleiro Everson - Foto: Pedro Souza/Atlético
O goleiro do Atlético, Everson, abriu o jogo sobre a sua ausência na Seleção Brasileira para a Copa do Mundo. O arqueiro não participou do ciclo para o Mundial deste ano e sequer apareceu na pré-lista de convocados divulgada pelo técnico Carlo Ancelotti. Everson foi chamado para defender o Brasil em duas ocasiões, ambas como jogador do Galo. Em 2021, foi convocado por Tite para os jogos contra Chile, Argentina e Peru.
Em 2022, integrou a lista para os duelos com Chile e Bolívia. Nas duas oportunidades, porém, o goleiro não chegou a entrar em campo com a Amarelinha. "Após a saída do Tite teve troca de comando, três treinadores, e sempre fui preterido, nunca fui lembrado. Acho que todos concordam que o meu nível de 2023 para cá é melhor do que 2021 e 2022", afirmou o goleiro. Sobre a ausência no Mundial, Everson demonstrou equilíbrio ao analisar a situação. "Sinto que é totalmente normal (ausência na Copa), até por não ter participado do ciclo.
O nosso país tem grandes goleiros, são grandes concorrentes. Respeito todos, mas sei que venho fazendo um grande trabalho aqui no Galo desde 2021, com grandes defesas e ótimos números em grandes jogos", prosseguiu.
Everson trouxe à tona o caso de Fábio para ilustrar o que considera um histórico de preterimento de goleiros que atuam fora do eixo Rio-São Paulo. O arqueiro do Fluminense passou anos em alto nível no Cruzeiro sem ser lembrado pela Seleção e, desde que se transferiu para o clube carioca em janeiro de 2022, passou a ter seu nome muito mais citado nos debates esportivos. "Daqui a pouco vão falar que estamos nos vitimizando, mas infelizmente tem um histórico. O histórico é concreto e ele é real. O Fábio teve grandes temporadas aqui com o nosso rival e também foi preterido. Agora que ele está no Rio de Janeiro passaram a citar muito mais o nome dele", declarou Everson.
Ao encerrar o assunto, o goleiro atleticano ressaltou o suporte que recebe do Atlético e garantiu estar feliz no clube. Sem se vitimizar, Everson projetou o futuro com foco no trabalho. "Cabe a mim continuar trabalhando, fazendo bons jogos, com bons números e continuar ajudando o Galo a ter grandes resultados, que consequentemente, lá na frente, a gente ainda possa ser lembrado. Mas não vou procurar me vitimizar. Às vezes somos preteridos porque tem outros grandes goleiros lá na Seleção", concluiu.