
Jogadores comemoram gol - Foto: PEDRO SOUZA / ATLETICO
O Atlético se prepara para enfrentar o Ceará nesta quarta-feira (13/5), às 21h30, pela partida de volta da quinta fase da Copa do Brasil, no Castelão. Com a vantagem conquistada na ida, quando venceu por 2 a 1, o Galo pode até empatar para avançar às oitavas de final. Em caso de derrota por um gol de diferença, a vaga será decidida nos pênaltis.
Para não se complicar na disputa, o técnico Eduardo Domínguez tem um desafio claro pela frente: corrigir as falhas defensivas nas jogadas de bola aérea. A fragilidade ficou evidente no empate por 1 a 1 contra o Botafogo, no último domingo (10/5). O Galo abriu o placar, mas cedeu a igualdade na reta final após cobrança de lateral direta para a grande área, quando Arthur Cabral aproveitou a sobra para marcar.
O problema, porém, não é novo. Na rodada anterior, diante do Juventud (URU), pela Sul-Americana, o Atlético também saiu na frente com 2 a 0, mas acabou cedendo o empate por 2 a 2 em dois lances aéreos. Após a partida contra o Botafogo, Domínguez voltou a destacar a necessidade urgente de corrigir essa vulnerabilidade, tema que já havia abordado na coletiva após o jogo com o Juventud. "Os últimos dois jogos foram com as mesmas características. E, infelizmente, a gente ficou com esse sabor de derrota. Temos que conversar, mostrar os lances, analisar as situações, mas no fim das contas foi um rebote. Tínhamos superioridade na área, e veio um rebote. Infelizmente, nesse momento, em lances decisivos ou delicados, estamos pagando muito caro por um rebote. Sinto que podemos fazer melhor", afirmou o treinador.
O técnico reconheceu que ainda não encontrou a solução definitiva para o problema, mas demonstrou confiança na capacidade do grupo de evoluir. "Se eu soubesse, estaríamos resolvendo isso. A equipe fez um bom jogo, e se vamos ficar só nessa situação, temos que corrigi-la, porque não nos permite ganhar. Desta forma, eu acho que vamos conseguir muito mais vitórias do que empates ou derrotas", completou Domínguez.
Os números da temporada reforçam a preocupação. Dos 38 gols sofridos pelo Atlético em 2025, 14 foram em jogadas de bola aérea, representando cerca de 37% do total. O cenário se agravou nos últimos 11 jogos: o Galo foi vazado em todos eles, e oito dos 17 gols sofridos nesse período vieram de lançamentos para a área, índice que sobe para 47%.
Para o duelo contra o Ceará, Domínguez terá reforços de peso na defesa. O zagueiro Lyanco e o volante Alan Franco retornam após cumprirem suspensão automática, que os impediu de atuar no empate com o Botafogo pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. A volta da dupla pode ser decisiva para estabilizar o setor defensivo justamente no momento em que o time mais precisa de solidez.