
Foto: Senado Federal
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) voltou ao Plenário do Senado para defender o fim da escala 6x1, regime que prevê seis dias de trabalho para apenas um de folga. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do tema foi aprovada na quarta-feira (28/5) na Câmara dos Deputados e agora segue para análise na Casa Alta.
Durante seu pronunciamento na tribuna, Cleitinho levou um quilo de carne para ilustrar seu argumento em favor da aprovação definitiva da medida. "Sabe quanto que deu? R$ 70. Hoje em dia o que o trabalhador recebe (por dia trabalhado) é R$ 55. Isso não compra nem um quilo de carne", disse o senador, em mensagem direcionada ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP).
Para Cleitinho, a jornada de trabalho imposta pela escala 6x1 compromete diretamente a qualidade de vida e o poder de compra dos trabalhadores brasileiros. O senador aproveitou o momento para propor novamente um corte nos benefícios garantidos às classes política e do judiciário. "Tem vários benefícios estúpidos aqui que a classe política e o Poder Judiciário têm. Então, se for para acabar com algum benefício do povo, tem que acabar com o nosso benefício primeiro", cobrou o parlamentar.
Cleitinho, que lidera pesquisas para o governo de Minas Gerais sem ter confirmado oficialmente a pré-candidatura ao Palácio Tiradentes, reforçou que o debate sobre a redução da jornada de trabalho não pertence a nenhum grupo político específico. "Eu não sou aliado do Lula, mas sou aliado do povo. Essa pauta da questão da escala não é uma pauta ideológica. Vai lá na rua, vai no shopping, vai no supermercado e pergunta ao trabalhador se ele é de esquerda ou de direita. Ele está se lixando para isso", acrescentou o senador.
Na Câmara dos Deputados, o texto que prevê o fim da escala 6x1 foi aprovado por unanimidade, com votos favoráveis de parlamentares de todos os espectros políticos, da esquerda à direita. A bancada mineira votou em peso para dar continuidade à mudança no modelo trabalhista do país, sinalizando amplo apoio à proposta que agora aguarda apreciação no Senado.