
Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), sabatina Flávio Dino para exercer o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e Paulo Gonet para exercer o cargo de Procurador-Geral da República (PGR).
A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu um alerta sobre o risco de o senador Ciro Nogueira (PP-PI) utilizar sua influência para obstruir investigações relacionadas ao Banco Master. O parlamentar foi alvo de mandado de busca e apreensão após a Polícia Federal apontar indícios de que ele recebeu vantagens indevidas de Daniel Vorcaro, dono do Master.
Em seu parecer favorável à nova fase da operação da PF, que apura fraudes envolvendo o Banco Master, a PGR destacou a necessidade de impedir que Ciro Nogueira mantenha contato com outros investigados, a fim de evitar a destruição de provas e a intimidação de testemunhas. O procurador-geral Paulo Gonet, ao concordar com as medidas solicitadas pela PF, foi enfático em seu posicionamento: "Nesse sentido, a proibição a Ciro Nogueira Lima Filho de contato com demais investigados é necessária e cabível, dada a existência demonstrada de vínculos diversos com os membros da organização criminosa, além da possibilidade de utilização de sua rede de influência para destruição de provas ou intimidação de testemunhas, garantindo a perpetuação da organização criminosa no aparelho estatal".
Na representação apresentada, a PF destacou que Ciro Nogueira "detém o controle e figura como principal beneficiário das condutas relacionadas à execução material de atos de lavagem de capitais sob investigação, razão pela qual é inegável que sua capacidade de articulação política e institucional, aliada à proximidade reiterada com outros investigados". A corporação ainda ressaltou que o senador possui um "elevado grau de influência sobre o curso da investigação", o que reforça a necessidade das medidas restritivas adotadas.