
Avião cai em Belo Horizonte, deixa mortos e feridos - Reprodução/via Bombeiros
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) investiga o excesso de peso como uma das hipóteses para a queda de um avião de pequeno porte que atingiu um prédio residencial no bairro Silveira, na região Nordeste de Belo Horizonte, na segunda-feira (4/5). A informação foi divulgada pela delegada Andrea Pochmann, da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), à TV Globo na terça-feira (5/5).
Segundo Andrea Pochmann, os investigadores analisam se o peso transportado pela aeronave pode ter contribuído para a dificuldade de ganho de altitude relatada pelo piloto minutos antes da queda. "Uma das linhas de abordagem de verificação do Cenipa é a questão provável do peso, do excesso de peso, e é isso que eles estão verificando", afirmou a delegada. A PCMG teria cedido uma balança ao Cenipa para efetuar a pesagem das malas e dos pertences das vítimas. O espaço para manifestação da delegada Andrea Pochmann segue aberto.
O acidente ocorreu na manhã de segunda-feira (4/5), poucos minutos após a decolagem do Aeroporto da Pampulha. O avião Embraer EMB-721C, matrícula PT-EYT, seguia para São Paulo quando perdeu altitude e atingiu o terceiro andar de um prédio na Rua Ilacir Pereira Lima, em Belo Horizonte. Antes da queda, o piloto Wellington de Oliveira Pereira, de 34 anos, declarou "mayday" — código internacional de emergência — e informou dificuldades para ganhar altitude. Três pessoas morreram no acidente: o piloto Wellington de Oliveira Pereira, o empresário Leonardo Berganholi Martins, dono da aeronave, e o veterinário Fernando Moreira Souto, filho do prefeito de Jequitinhonha, Nilo Souto (PDT).
Outros dois ocupantes sobreviveram e seguem internados no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. O avião havia saído de Teófilo Otoni com seis ocupantes. Após uma parada em Belo Horizonte, duas pessoas desembarcaram e um novo passageiro entrou na aeronave antes da decolagem para São Paulo. Segundo registros da Força Aérea Brasileira (FAB), o avião passou por revisão anual no mês passado e tinha Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até abril de 2027. Especialistas ouvidos após o acidente apontaram que a dificuldade para ganhar altura observada nas imagens pode indicar perda de potência ou falha relacionada ao motor, mas ressaltaram que acidentes aéreos normalmente resultam de uma combinação de fatores.
A investigação do Cenipa segue em andamento, e técnicos da Aeronáutica concluíram o recolhimento das peças da aeronave, bagagens e outros materiais que podem ajudar a esclarecer as causas da queda na tarde desta terça-feira.