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A mulher trans Bianka Acsa Rosa da Fonseca morreu no último domingo (3/5), cerca de um mês após ter aproximadamente 80% do corpo queimado em um ataque ocorrido em Curvelo, na região Central de Minas Gerais, no dia 7 de abril. A morte foi confirmada pela Escola Estadual Interventor Alcides Lins, onde Bianka Acsa trabalhava como professora.
Em nota, a instituição lamentou a perda da docente de 36 anos, que estava em tratamento em Belo Horizonte, mas não resistiu às consequências do ataque. "Sua luta diária, marcada por coragem e determinação, deixa um legado de inspiração em nossa escola. Nos solidarizamos com familiares e amigos neste momento de dor", declarou a escola. Segundo a Polícia Civil, três dias após o crime, um homem de 25 anos foi preso como suspeito de ter ateado fogo no imóvel com o objetivo de matar o ex-companheiro, um jovem de 18 anos que era o atual parceiro de Bianka Acsa.
O crime teria sido motivado por ciúme. A professora não era o alvo do ataque — as chamas a atingiram após o suspeito usar uma substância inflamável no local. O jovem que seria o alvo principal não sofreu ferimentos, mesmo estando na casa no momento do ocorrido. De acordo com o delegado Rodrigo Vieira Antunes, o suspeito já havia feito ameaças anteriores ao ex-companheiro. "Isso evidencia a escalada de violência que culminou no crime", afirmou.
Após o ataque, o homem fugiu, mas foi localizado e preso pela Polícia Civil depois que a Justiça autorizou a prisão preventiva. O delegado também ressaltou a gravidade da ação. "A Polícia Civil destaca a extrema gravidade da ação, marcada pelo emprego de fogo contra a vítima, e segue com as investigações para completa elucidação dos fatos", disse. As investigações continuam para apurar todos os detalhes do caso que resultou na morte de Bianka Acsa, professora que deixa um histórico de dedicação e coragem reconhecido pela comunidade escolar.