
Foto: Reprodução
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu manter parte das medidas cautelares aplicadas contra produtos da Ypê durante reunião realizada nesta sexta-feira (15).
A decisão foi tomada após a análise de um recurso apresentado pela fabricante, que contestava as restrições impostas pela agência na semana anterior. Com o novo entendimento da diretoria colegiada, permanecem válidas as determinações de suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de determinados produtos da empresa. Por outro lado, a obrigação de recolhimento dos itens do mercado continuará suspensa, o que significa que os produtos da Ypê já nas prateleiras não precisam ser retirados de circulação.
As medidas haviam sido adotadas pela Anvisa após ações de fiscalização conduzidas pelo órgão. De acordo com a agência, as restrições têm caráter preventivo enquanto são aprofundadas as análises técnicas relacionadas aos produtos investigados.
Durante a sessão, os diretores da Anvisa apresentaram seus votos sobre o recurso protocolado pela empresa. O diretor-presidente Leandro Safatle votou pela manutenção parcial das medidas, defendendo que a determinação de recolhimento permanecesse suspensa.
O posicionamento foi acompanhado pelos diretores Daniela Marreco e Daniel Pereira, que também se manifestaram favoravelmente à continuidade das suspensões relacionadas à fabricação, distribuição, comercialização e uso dos produtos. Já o diretor Thiago Campos votou pela manutenção integral das medidas impostas pela agência, inclusive o recolhimento dos lotes da marca.
A Ypê havia recorrido da decisão inicial da Anvisa alegando discordância em relação às restrições aplicadas aos seus produtos. A empresa sustenta que vem colaborando com as investigações e acompanhando as determinações técnicas da agência reguladora. A decisão desta sexta-feira mantém o impasse regulatório envolvendo a fabricante, enquanto a Anvisa prossegue com as apurações técnicas relacionadas aos itens fiscalizados.
O cenário indica que os consumidores não precisam devolver produtos já adquiridos, mas novos lotes seguem impedidos de chegar ao mercado.