
Momento foi compartilhado nas redes sociais - Foto: Redes Sociais / Reprodução / @thaine_eloisa
Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, de 41 anos, sequestrada e jogada de um penhasco na Serra do Rola-Moça, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, recebeu alta hospitalar na quarta-feira (27/5) e passou a primeira noite em casa ao lado da família.
A vítima havia sobrevivido a uma queda de cerca de 50 metros em uma encosta da serra, após ser atacada pelo ex-companheiro. Uma foto publicada pela filha de Ana Cláudia, Thaine Eloísa, de 24 anos, mostra a mãe sentada no sofá, segurando um buquê de flores recebido após deixar o hospital. Ana Cláudia aparece com curativos no rosto, principalmente na região do nariz, ferido durante a queda. Apesar da violência do ataque, ela não sofreu fraturas graves. "Te amo", escreveu a filha ao compartilhar a imagem nas redes sociais.
Ex-companheiro confessa o crime
O ex-companheiro de Ana Cláudia, Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos, foi preso em flagrante na terça-feira (26/5) e confessou o crime em vídeo gravado após a prisão. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), ele responderá por estupro e tentativa de feminicídio. Antes do ataque, Ana Cláudia havia solicitado medida protetiva contra o suspeito, pedido que foi encaminhado ao Judiciário em 21 de maio, cinco dias antes do crime.
Na gravação feita pela polícia, Silvanildo relatou como abordou a vítima quando ela chegava ao trabalho e admitiu ter levado Ana Cláudia até a região do Jardim Canadá, em Nova Lima, onde a empurrou da encosta. "Eu peguei ela descendo do ônibus, abracei ela e falei pra ela entrar no carro. Ela falou: "Você vai me matar?" Levei ela lá pro Jardim Canadá e joguei ela lá do penhasco", afirmou. O homem também disse que percebeu que a vítima ainda estava viva após a queda e tentou alcançá-la, mas desistiu devido à dificuldade de acesso ao local.
Cerca de 24 horas em área de mata
Ana Cláudia foi encontrada com vida pelo Corpo de Bombeiros após passar aproximadamente 24 horas em uma área de mata. Segundo os militares, ela estava consciente, orientada e apresentava escoriações pelo corpo, principalmente nas costas, além de ferimentos em um dos pés. Mesmo ferida, a mulher conseguiu subir parte do barranco e se agarrar à vegetação até ser localizada pelas equipes de resgate.
As investigações tiveram início depois que Ana Cláudia enviou mensagens à filha mais velha relatando que havia visto o ex rondando a escola da filha caçula. Horas depois, Silvanildo ligou para um ex-genro e afirmou que havia sequestrado a mulher e pretendia jogá-la de um penhasco. Com o suspeito, os policiais encontraram roupas, facas, um canivete usado para ameaçar a vítima e um celular.
Ana Cláudia está em recuperação após dias de terror, buscas e internação hospitalar. O caso segue sob investigação da PCMG, e Silvanildo permanece preso, devendo responder pelos crimes de estupro e tentativa de feminicídio.