
Depósito da We Pink, em Anápolis — Foto: Divulgação/Prefeitura de Anápolis
Um depósito da WePink, empresa associada à influenciadora Virginia Fonseca, foi interditado pela Vigilância Sanitária em Anápolis, região central de Goiás, nesta sexta-feira (17).
A fiscalização constatou que o local, utilizado para armazenamento e distribuição de cosméticos, produtos de higiene pessoal e suplementos alimentares, operava sem a documentação obrigatória exigida por lei.
Segundo informações divulgadas pela Prefeitura de Anápolis, o depósito localizado na Avenida Brasil Sul, no Bairro São João, não possuía alvará de funcionamento, alvará sanitário, certificado do Corpo de Bombeiros e autorização de funcionamento de empresa (AFE).
Esta última é uma documentação obrigatória emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para atividades de armazenamento e distribuição desse tipo de produto.
Durante a inspeção, as autoridades sanitárias não encontraram o responsável técnico ou legal no local.
O imóvel, que possui mais de 3 mil metros quadrados, funcionava como centro de distribuição regional, recebendo produtos em escala nacional sem a devida regularização para operar no município.
Além da falta de documentação, a fiscalização identificou diversas irregularidades nas condições de armazenamento dos produtos.
Condições inadequadas de armazenamento que comprometiam a integridade e qualidade dos produtos comercializados pela marca.
Indícios claros de insalubridade no ambiente, colocando em risco tanto os trabalhadores quanto a qualidade dos produtos armazenados.
Presença de sujeira acumulada em diversas áreas do depósito, demonstrando falta de procedimentos adequados de limpeza e manutenção.
Identificação de mofo em partes do estabelecimento, situação considerada pela Vigilância Sanitária como um risco direto à saúde pública.
Em decorrência das múltiplas irregularidades encontradas, o depósito foi imediatamente interditado e autuado pelas autoridades sanitárias.
Os responsáveis pela WePink deverão apresentar defesa dentro do prazo estabelecido pela fiscalização para tentar regularizar a situação do estabelecimento.
Esta não é a primeira vez que a WePink enfrenta problemas legais.
A empresa já foi alvo de outras ações, incluindo uma indenização de R$ 5 milhões por dano moral coletivo, que será paga em 20 parcelas.
Além disso, a empresa foi autuada pelo Procon por atrasos e falta de entrega de produtos comprados online, e chegou a ser proibida por liminar judicial de realizar novas lives de vendas até comprovar que possuía estoque suficiente para atender aos pedidos.
A WePink, que tem um faturamento estimado em R$ 750 milhões, não se manifestou sobre a interdição do depósito em Anápolis até o fechamento desta matéria.
A defesa da empresa não retornou os contatos da reportagem para esclarecimentos sobre as irregularidades apontadas pela Vigilância Sanitária.