
Primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán - Foto: Reprodução/Instagram @orbanviktor
Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, reconheceu oficialmente sua derrota nas eleições legislativas realizadas neste domingo (12). Durante discurso para apoiadores em Budapeste, o líder direitista, que governou o país por 16 anos consecutivos, classificou os resultados eleitorais como "dolorosos", mas inequívocos.
"Os resultados das eleições, embora ainda não sejam definitivos, são claros e compreensíveis; para nós, são dolorosos, mas inequívocos. Não nos foi confiada a responsabilidade e a oportunidade de governar. Parabenizo o partido vencedor", declarou Viktor Orbán aos seus seguidores na capital húngara.
O conservador Péter Magyar, líder do partido Tisza e favorito para assumir o governo da Hungria, confirmou que recebeu uma ligação de Viktor Orbán reconhecendo a derrota. "O primeiro-ministro acabou de ligar para nos felicitar pela nossa vitória", afirmou Magyar após a comunicação do atual mandatário.
Com pouco mais da metade dos distritos eleitorais apurados, o partido Tisza, de Magyar, aparecia com expressivos 52,49% dos votos, enquanto o Fidesz, liderado por Viktor Orbán, registrava 38,83%. O Conselho Nacional Eleitoral projetou que o partido de centro-direita Tisza deve conquistar 135 dos 199 assentos do parlamento húngaro, alcançando a maioria qualificada de dois terços necessária para realizar alterações constitucionais.
A derrota de Viktor Orbán marca o fim de um longo período de 16 anos no poder, durante o qual o político consolidou uma posição controversa no cenário europeu, frequentemente criticado por suas políticas nacionalistas e suas relações com a Rússia de Vladimir Putin.