
© Jonne Roriz/COB
A ginasta Rebeca Andrade confirmou neste domingo que retornará à carreira competitiva após um período de afastamento. Aos 26 anos, a atleta dedicou parte de 2025 à sua saúde mental e ao convívio familiar, e agora afirma estar preparada para voltar a representar o Brasil nas competições de ginástica. A declaração aconteceu durante a etapa brasileira do SailGP, evento internacional de vela. Em entrevista ao SporTV, Rebeca revelou que o planejamento para seu retorno já está definido.
De acordo com a ginasta, seu técnico Francisco Porath Neto já organizou o calendário de competições, embora os detalhes específicos ainda não tenham sido divulgados ao público. "Está mantido. Já conversei com o Chico direitinho, e ele já decidiu as competições que eu vou participar, mas todo mundo vai saber também", afirmou Rebeca, referindo-se ao seu treinador Francisco. Apesar da decisão de retornar às competições, a ginasta não estabeleceu uma data específica para sua reestreia. Rebeca destacou os benefícios do período longe das competições, que permitiu maior atenção ao seu corpo e mente, além de proporcionar momentos valiosos com familiares e amigos.
Como grande destaque do Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, a atleta optou por uma pausa após o intenso ciclo olímpico. Esta escolha reforça a postura de Rebeca em defesa da importância do acompanhamento psicológico no esporte de alto rendimento. Durante seu afastamento, Rebeca aproveitou oportunidades raras na rotina de uma atleta profissional, como viagens e experiências fora do ambiente competitivo.
A ginasta afirma que inicia esta nova fase bastante motivada e com alto nível de energia para o retorno às competições. "Fazer viagens que um atleta de alto rendimento não consegue fazer. A gente tem que sempre se doar 100% para as competições, para a sua equipe, para todo mundo. Ter tido esse tempo para mim foi essencial. Esse ano eu já comecei com a energia lá em cima, estou muito animada para voltar", declarou.
Em Paris-2024, Rebeca Andrade conquistou uma impressionante coleção de medalhas: ouro no solo, duas pratas (no individual geral e no salto) e um bronze por equipes. Nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, ela já havia alcançado ouro no salto e prata no individual geral, resultados que a consolidam como a maior medalhista olímpica do Brasil.