
Bandeira de Portugal - Foto: Pixabay
O Parlamento de Portugal aprovou um projeto de alteração da Lei da Nacionalidade que modifica significativamente as condições para obtenção da cidadania portuguesa. A legislação, apresentada pelo governo do primeiro-ministro Luís Montenegro, foi aprovada na quarta-feira (1º) e agora segue para análise do presidente português António José Seguro.
A nova legislação traz mudanças importantes que afetam diretamente os brasileiros e outros imigrantes que buscam a cidadania portuguesa. Entre as principais alterações está o aumento do tempo mínimo de residência exigido para brasileiros solicitarem a nacionalidade, que passa a ser de sete anos.
As principais mudanças aprovadas incluem:
• A eliminação definitiva da concessão automática de nacionalidade para filhos de imigrantes nascidos em território português, alterando uma política que facilitava a obtenção da cidadania para famílias estrangeiras residentes no país.
• O aumento do tempo mínimo de residência para brasileiros que desejam solicitar a cidadania portuguesa, passando a exigir sete anos de permanência legal no país, o que representa um obstáculo adicional para muitos imigrantes.
• A inclusão no Código Penal da pena acessória de perda de nacionalidade em casos de crimes considerados graves, criando um mecanismo legal para revogar a cidadania em situações específicas.
É importante ressaltar que esta não é a primeira tentativa de alteração da lei. Um decreto original da proposta já havia sido aprovado em outubro do ano passado, mas foi devolvido ao Parlamento após o Tribunal Constitucional apontar que alguns dispositivos do texto eram inconstitucionais.
Agora, o texto aprovado segue para o gabinete do presidente português António José Seguro, que terá três opções: sancionar a lei, vetá-la ou remetê-la ao Tribunal Constitucional, órgão supremo de justiça constitucional responsável por garantir que as leis e atos do poder público respeitem a Constituição da República Portuguesa.
As alterações na Lei da Nacionalidade representam um marco significativo na política migratória portuguesa e terão impacto direto na vida de milhares de brasileiros que buscam a cidadania no país europeu, especialmente aqueles com planos de constituir família em Portugal ou que já possuem filhos nascidos em território português.