
Bandeira nacional da Nigéria - Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket
Um grupo de homens armados invadiu um orfanato não registrado no estado de Kogi, na região central da Nigéria, e sequestrou pelo menos 23 crianças durante a noite de domingo (26). Segundo as autoridades locais, uma resposta rápida das forças de segurança permitiu o resgate de 15 crianças, mas oito delas ainda permanecem desaparecidas. A esposa do proprietário do estabelecimento também foi levada pelos criminosos.
O incidente ocorreu no centro chamado Dahallukitab Group of Schools, localizado em uma área isolada da capital estadual, Lokoja, conforme informou o responsável pela comunicação do estado de Kogi, Kingsley Fanwo, em comunicado oficial divulgado na segunda-feira (27).
De acordo com as autoridades, o orfanato operava de forma ilegal em um ambiente remoto e arborizado, sem registro junto ao governo estadual e sem o conhecimento das autoridades competentes e dos órgãos de segurança.
Sequestros em massa tornaram-se uma tática comum utilizada por grupos armados na Nigéria, especialmente nas zonas rurais com pouca presença governamental. Esses crimes são frequentemente realizados com o objetivo de obter dinheiro rápido através de resgates, um problema crescente no país mais populoso da África.
"Estão sendo realizadas operações intensivas para garantir o retorno seguro das vítimas restantes e a detenção dos autores!", afirmou Fanwo em seu comunicado.
As autoridades não especificaram a idade das crianças sequestradas nem forneceram detalhes sobre os possíveis responsáveis pelo crime.
A Nigéria enfrenta diversos conflitos simultâneos em diferentes regiões do país, incluindo uma insurgência jihadista, atividades de grupos criminosos conhecidos localmente como "bandidos", violência entre agricultores e pastores, além de movimentos separatistas no sudeste do território.
A região Centro-Norte do país, onde está localizado o estado de Kogi, tem sido palco de frequentes ataques nos últimos tempos, alguns deles atribuídos a grupos jihadistas que expandem sua área de atuação.
As autoridades de Kogi continuam as buscas pelas crianças ainda desaparecidas, enquanto investigam as circunstâncias em que o orfanato operava sem supervisão oficial, em uma área remota que dificultou a resposta imediata das forças de segurança.