
Michelle Bolsonaro, Eduardo Torres e Jair Bolsonaro - Foto: Instagram: Eduardo Torres
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresente comprovação da qualificação técnica de Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, para que ele possa atuar como cuidador durante o período de prisão domiciliar do ex-presidente.
A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (6), no contexto da execução penal relacionada à condenação de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes como organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado.
A equipe de defesa do ex-presidente havia solicitado a inclusão de Torres como acompanhante permanente na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, argumentando que ele é uma pessoa de confiança da família.
No entanto, o ministro Moraes estabeleceu como condição para essa autorização a apresentação de documentos que comprovem formação na área de saúde, como enfermagem ou técnico em cuidados.
Por outro lado, o magistrado autorizou, sem necessidade de comunicação prévia, a atuação do médico ortopedista Alexandre Firmino Paniago, que também foi indicado pela defesa de Bolsonaro.
Jair Bolsonaro está cumprindo prisão domiciliar temporária desde 24 de março, após decisão judicial que considerou seu estado de saúde, com diagnóstico de broncopneumonia.
A medida tem duração inicial de 90 dias, com a exigência do uso de tornozeleira eletrônica e apresentação de relatórios médicos semanais.
A decisão de Moraes reflete a preocupação do STF em garantir que o ex-presidente receba cuidados adequados durante o período de prisão domiciliar, mas com profissionais devidamente qualificados para a função.