
Monique Medeiros, após se entregar à 34ª DP (Bangu), é levada para a cadeia - Foto: Reprodução/TV Globo
Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, teve sua prisão mantida pela Justiça do Rio durante audiência de custódia realizada nesta terça-feira (20) no presídio de Benfica, Zona Norte da cidade.
A ré pelo homicídio do filho havia se entregado à polícia na manhã de segunda-feira (20), após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante a audiência, o juiz determinou que Monique Medeiros passe por uma avaliação médica antes de ser transferida. Segundo a defesa, a análise deve considerar o uso de antidepressivos e outros medicamentos que ela toma diariamente.
Após o procedimento, Monique será encaminhada para o Instituto Penal Talavera Bruce, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. De acordo com o advogado Hugo Novais, ela deve permanecer na unidade ainda nesta noite.
Monique Medeiros se apresentou na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu) na manhã de segunda-feira (20), três dias após o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinar que ela voltasse à cadeia, na sexta-feira (17).
No sábado (18), o ministro ainda rejeitou o recurso apresentado pela defesa de Monique e manteve a ordem de prisão preventiva.
Por volta das 12h de segunda-feira, ela deixou a delegacia e foi para a penitenciária de Benfica, porta de entrada de detentos no sistema prisional do Rio.
A defesa de Monique afirmou que, assim que teve conhecimento do mandado de prisão, a professora decidiu se apresentar à polícia.
Os advogados voltaram a negar qualquer participação dela na morte do filho e ressaltaram que Monique era vítima do ex-companheiro, o ex-vereador Jairinho.
O caso Henry Borel remonta a março de 2021, quando o menino de 4 anos morreu com sinais de agressão em um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.
De acordo com perícias, a criança morreu em decorrência de hemorragia interna e laceração hepática.
Embora a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o ex-vereador Dr. Jairinho, tenham alegado que ele caiu da cama, peritos descartaram essa hipótese, e o Ministério Público sustenta que Henry foi vítima de agressões de Jairinho, e que Monique foi omissa.
Jairinho, que era vereador do Rio de Janeiro à época, e Monique foram presos desde abril de 2021, mês seguinte à morte de Henry.
Ela chegou a sair da cadeia após uma decisão da Justiça em 2022, mas voltou a ser encarcerada após decisão do Supremo Tribunal Federal, em 2023.
Em março deste ano, o julgamento de Monique e de seu ex, Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, padrasto da criança, foi suspenso após a defesa dele abandonar o Tribunal do Júri.
A juíza Elizabeth Machado Louro remarcou o julgamento para 25 de maio e determinou a soltura de Monique.
A magistrada considerou a manobra da defesa de Jairinho "uma interrupção indevida do recurso processual, em franco desrespeito à orientação advinda do STF".
O novo julgamento de Monique Medeiros e Jairinho está marcado para o dia 25 de maio, quando o caso do menino Henry Borel voltará a ser analisado pela Justiça do Rio de Janeiro.
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