
Juliana Guaraldi, de 39 anos, e o principal suspeito, Daniel Carlos Sobreira de Souza - Foto: Reprodução / Redes Sociais
Juliana Guaraldi, de 39 anos, foi encontrada morta com sinais de estrangulamento dentro de sua própria casa em Arraial d"Ajuda, distrito de Porto Seguro, no sul da Bahia, na última sexta-feira (10).
O principal suspeito do crime, seu ex-companheiro Daniel Carlos Sobreira de Sousa, de 41 anos, foi encontrado morto dois dias depois em Goiânia, capital de Goiás.
De acordo com a Polícia Civil da Bahia, o corpo de Juliana Guaraldi estava em estado avançado de decomposição quando foi localizado, indicando que a morte teria ocorrido dias antes da descoberta. As autoridades ainda investigam para determinar com precisão a causa da morte e esclarecer completamente a dinâmica do crime.
A investigação aponta que Daniel Carlos, conhecido profissionalmente como DJ Danka, teria cometido suicídio após ter sua prisão preventiva decretada pela morte de Juliana Guaraldi.
Segundo familiares e amigos do casal, os dois mantinham um relacionamento conturbado.
Um dia após a descoberta do corpo de Juliana Guaraldi, no sábado (11), Daniel publicou vídeos em suas redes sociais afirmando estar em Goiás e declarando que tomou conhecimento da morte da ex-companheira pela internet. Nos vídeos, ele negou qualquer participação no crime e afirmou não estar na Bahia na data do ocorrido.
No domingo (12), o corpo de Daniel foi encontrado em Goiânia, reforçando a hipótese da polícia de que ele teria tirado a própria vida após ser considerado o principal suspeito no caso de feminicídio.
As autoridades continuam trabalhando para esclarecer todos os detalhes relacionados às duas mortes.
O caso chocou moradores de Arraial d"Ajuda e levanta novamente discussões sobre violência doméstica e feminicídio no Brasil.
A polícia segue investigando para concluir oficialmente as causas das mortes tanto de Juliana Guaraldi quanto de Daniel Carlos.