
Foto: Renato Menezes/Ascom AGU
Jorge Messias terá sua sabatina para o Supremo Tribunal Federal (STF) realizada no dia 29 de maio, conforme anunciado pelo Senado Federal. O calendário para análise de sua indicação já está definido, com a leitura do relatório marcada para o dia 15, pela manhã, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A definição do cronograma foi anunciada pelo relator da indicação, senador Weverton Rocha (PDT-MA), após reuniões com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e com o presidente da CCJ, Otto Alencar.
De acordo com Weverton, após a sabatina, o nome de Jorge Messias será imediatamente encaminhado ao plenário para deliberação dos senadores, seguindo o rito tradicional da Casa.
Mesmo sem ter se reunido pessoalmente com Jorge Messias após a oficialização, o relator já antecipou seu posicionamento favorável. "Ele preenche todos os requisitos, tem notório saber jurídico, reputação ilibada e uma carreira consolidada", afirmou Weverton, sinalizando que apresentará parecer favorável à aprovação.
O senador evitou fazer previsões sobre o placar da votação, mas destacou uma mudança significativa no cenário político em torno do nome de Jorge Messias. Segundo ele, o ambiente no Senado se tornou mais receptivo nos últimos quatro meses, período em que o indicado intensificou o diálogo com parlamentares, incluindo senadores independentes, o que teria contribuído para reduzir resistências iniciais. "Houve um avanço claro. Ele conversou, construiu pontes e abriu portas. Hoje, o caminho está mais estruturado para a aprovação", indicou o relator, demonstrando otimismo quanto às chances de Jorge Messias ser aprovado para a vaga no STF.
Antes da sabatina de Jorge Messias, o Senado deve realizar um esforço concentrado para votar outras indicações que estão paradas na CCJ, como vagas no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e Tribunal Superior do Trabalho. A ideia, segundo Weverton, é "despressurizar" a pauta e permitir que a análise do nome para o STF ocorra com mais foco e menos acúmulo de matérias.
O senador também defendeu a condução do processo pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, rebatendo críticas sobre possível demora ou aceleração na tramitação. Weverton argumentou que o calendário segue o rito constitucional e padrões adotados em indicações anteriores ao STF, afastando qualquer interpretação de interferência política no andamento do processo.
Apesar de evitar previsões numéricas sobre a votação, o relator resumiu o cenário atual como favorável para Jorge Messias: a indicação ainda depende da sabatina e da votação formal, mas já teria percorrido a etapa mais crítica, que é a construção de apoio político dentro da Casa legislativa.