
Foto: FMT
O Irã foi acusado pelos Estados Unidos de utilizar o Estreito de Ormuz como uma "arma econômica nuclear", segundo declarações do secretário de Estado americano, Marco Rubio, em entrevista divulgada nesta segunda-feira (27). Rubio afirmou que o governo iraniano está tentando pressionar a comunidade internacional enquanto posterga negociações sobre seu programa nuclear.
Durante a entrevista, Rubio enfatizou que "a questão nuclear é o motivo pelo qual estamos nisso em primeiro lugar", referindo-se às tensões entre os dois países. O secretário de Estado expressou preocupação com a ameaça iraniana de interromper o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio global de petróleo. Em paralelo a essas declarações, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou ter sido influenciado pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a iniciar o conflito contra o Irã, que completa dois meses nesta terça-feira (28).
Trump utilizou sua plataforma Truth Social para esclarecer sua posição. "Israel nunca me convenceu a entrar na guerra com o Irã; os acontecimentos de 7 de outubro, somados à minha opinião de toda a vida de que o Irã nunca pode ter uma arma nuclear, foram o que fizeram isso", afirmou Trump em sua publicação na rede social gerida por seu grupo empresarial.
A declaração de Trump surge como resposta a uma reportagem publicada pelo jornal "The New York Times" em 7 de abril, intitulada "Como Trump levou os EUA a uma guerra com o Irã". Segundo a matéria, uma série de reuniões com Netanyahu teria sido fundamental para a decisão de Trump de atacar o território iraniano. As acusações contra o Irã e as justificativas apresentadas por Trump destacam a complexidade das relações diplomáticas no Oriente Médio e a preocupação contínua dos Estados Unidos com o programa nuclear iraniano, que permanece como ponto central de tensão entre os dois países.