
Foto: Banco Central/Reprodução
O Banco Central decretou nesta quinta-feira (30) a liquidação extrajudicial da Frente Corretora de Câmbio, apontando o comprometimento da situação econômico-financeira da empresa e "graves violações às normas legais e regulamentares que disciplinam a sua atividade." A medida marca mais um capítulo de intervenção da autoridade monetária no mercado de câmbio nacional.
Junto à decisão de liquidação, o BC determinou a indisponibilidade de bens de cinco controladores e ex-administradores da Frente Corretora: Altino Pavan, Daniela Fatima Bernardi Marchiori, Carlos Henrique da Silva Júnior, Ricardo Baraçal Panariello e Wagner Shoji Sato. A medida visa resguardar eventuais responsabilizações no âmbito das apurações em curso.
Em nota oficial, o Banco Central afirmou que seguirá atuando para identificar responsabilidades: "O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes."
De acordo com o BC, a Frente Corretora está enquadrada no segmento s4 da regulação prudencial, o que indica baixa representatividade no Sistema Financeiro Nacional (SFN). A empresa ocupa a 78ª posição no ranking de câmbio da autarquia, e suas operações em 2025 representaram apenas 0,021% do volume financeiro e 0,054% do total de operações do SFN, evidenciando o porte reduzido da instituição dentro do sistema.
Para conduzir o processo de liquidação da Frente Corretora, o regulador nomeou Marina Ramos como liquidante. Ela já exerceu essa função em empresas do setor de saúde, tendo sido designada anteriormente pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o que demonstra experiência prévia em processos de liquidação extrajudicial.