
Foto: Reprodução/Truth Social/@realDonaldTrump
O presidente Donald Trump repostou em seu perfil no Truth Social uma imagem que mostra o Estreito de Hormuz renomeado como "Estreito de Trump". A provocação ocorre em meio à crescente tensão entre os Estados Unidos e o Irã, enquanto os dois países mantêm um bloqueio na região, considerada uma das principais rotas de exportação de petróleo e gás do mundo.
O governo iraniano ainda não se manifestou oficialmente sobre a publicação. O Irã, por sua vez, impõe condições para a reabertura do canal. O país afirmou que o retorno à normalidade no Estreito de Hormuz depende do encerramento do conflito e do cumprimento de regras de segurança definidas pelos próprios iranianos.
O vice-ministro da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, declarou que a retomada do trânsito exigirá garantias de que a segurança do Irã não será comprometida. "Permitir o trânsito tranquilo de navios comerciais estará na pauta após o fim da guerra, desde que sejam observados protocolos que não comprometam a segurança do Irã", afirmou Talaei-Nik à Fars. A declaração foi feita durante uma reunião de ministros da Defesa da Organização para Cooperação de Xangai, realizada em Bishkek, no Quirguistão.
O fluxo de embarcações pelo Estreito de Hormuz segue reduzido em razão das restrições impostas pelo Irã e de um bloqueio naval dos EUA nos portos iranianos. A região também registrou ataques e apreensões de navios nas últimas semanas, conforme relatos divulgados pela agência Fars.
Autoridades iranianas têm sinalizado que a segurança para quem atravessa o Estreito de Hormuz terá um custo. No mês passado, a Comissão de Segurança do Parlamento iraniano aprovou um plano para impor tarifas a navios que utilizem a passagem.
O porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, afirmou que o país não considera encerrado o conflito com os EUA e Israel. "Não consideramos que a guerra tenha acabado. Nossa situação atual ainda é considerada de guerra", declarou Akraminia à Fars.
Akraminia acrescentou que, caso haja novos ataques, a resposta iraniana será mais contundente do que nas ofensivas anteriores. Ele também informou que o Irã manteve a produção de drones durante o conflito e que parte dos equipamentos foi fabricada e utilizada em plena guerra.
Segundo o porta-voz, as forças iranianas derrubaram mais de 170 drones e 16 aeronaves militares durante os confrontos, com as interceptações sendo atribuídas às unidades de defesa do Exército iraniano e à Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica.
O cenário no Estreito de Hormuz permanece tenso, com o Irã sinalizando que qualquer reabertura estará condicionada a garantias de segurança e ao desfecho do conflito em curso, enquanto Trump segue adotando uma postura provocativa nas redes sociais.