
© Elza Fiuza/Agência Brasil
A safra de cana-de-açúcar do Brasil deve alcançar 709,13 milhões de toneladas em 2026/27, representando o segundo maior volume da série histórica, conforme estimativa divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira. Este número impressionante fica atrás apenas da colheita recorde registrada em 2023/24, evidenciando a força contínua do setor sucroalcooleiro brasileiro.
De acordo com a estatal, a produção de cana-de-açúcar será impulsionada por dois fatores principais: uma melhora significativa na produtividade das lavouras e a expansão da área destinada ao cultivo. Estes elementos combinados resultarão em um crescimento expressivo de 5,3% no volume total em comparação com a temporada anterior.
Na região centro-sul, reconhecida como o principal polo produtor de cana-de-açúcar do país, as perspectivas são igualmente otimistas. A CONAB projeta que a safra nesta região alcançará 649,77 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 5,4% em relação à safra anterior. Este crescimento regional sustenta a tendência positiva observada nos números nacionais.
Quanto aos subprodutos derivados da cana-de-açúcar, as projeções indicam cenários distintos. A produção brasileira de açúcar deverá registrar uma leve queda de 0,5%, totalizando 43,9 milhões de toneladas em 2026/27. Esta redução é atribuída a um mercado que se mostra mais favorável ao etanol no período analisado. Em contrapartida, a fabricação total de etanol no Brasil, considerando tanto o biocombustível produzido a partir da cana-de-açúcar quanto do milho, foi estimada pela CONAB em 40,69 bilhões de litros para a safra 2026/27.