Belo Horizonte prevê pico de doenças respiratórias
Capital mineira amplia leitos pediátricos no Hospital Odilon Behrens para enfrentar aumento de casos respiratórios, com previsão de maior demanda entre fim de abril e início de maio
Belo Horizonte enfrenta um aumento significativo de doenças respiratórias, com previsão de pico entre o final de abril e início de maio. As autoridades estaduais de saúde de Minas Gerais vêm alertando sobre esse cenário desde o começo do mês, o que já resultou na ampliação de leitos pediátricos no Hospital Odilon Behrens, podendo chegar a 20 vagas conforme a necessidade. O crescimento na demanda por atendimentos médicos já é claramente percebido na capital mineira, especialmente para casos de doenças respiratórias que afetam mais intensamente crianças e idosos.
A situação levou a prefeitura de Belo Horizonte a decretar situação de emergência em saúde pública há duas semanas. Segundo Vanessa Caires, diretora técnico-assistencial do Hospital Odilon Behrens, a expansão dos leitos está ocorrendo gradualmente: "O principal fator foi o aumento expressivo da demanda por atendimentos pediátricos, especialmente relacionados a doenças respiratórias típicas deste período sazonal. Diante desse cenário, a ampliação dos leitos é uma medida estratégica para garantir assistência oportuna, segura e de qualidade às crianças, além de dar suporte à rede de urgência e emergência da Região Metropolitana de Belo Horizonte".
A diretora também explicou que não existe um número fixo de vagas a serem disponibilizadas. "A ampliação está sendo feita de forma gradual e responsável, acompanhando a evolução da demanda assistencial. A previsão é que novos leitos sejam abertos conforme a necessidade, sempre garantindo estrutura adequada e segurança no cuidado. Ou seja, não há uma data fixa, mas sim um planejamento dinâmico baseado no monitoramento contínuo dos atendimentos", completou.
O decreto de situação de emergência em saúde pública em Belo Horizonte foi uma resposta necessária ao aumento expressivo na procura por atendimentos relacionados a doenças respiratórias. Embora o cenário afete a população em geral, as autoridades de saúde destacam que crianças e idosos representam os grupos mais vulneráveis e que demandam atenção especial neste período.



