
técnico italiano Carlo Ancelotti
A menos de um mês da convocação final para a Copa do Mundo de 2026, o técnico Carlo Ancelotti enfrenta um cenário preocupante na montagem da lista da seleção brasileira. Lesões em peças importantes têm impactado diretamente o planejamento e aumentado a incerteza em diferentes setores do time, do gol ao ataque. Com nomes considerados titulares ou jogadores essenciais em recuperação, o treinador pode ser obrigado a rever escolhas, testar alternativas e até acelerar decisões importantes às vésperas do anúncio oficial.
O problema vai além de casos isolados e afeta múltiplas posições em campo. O curto intervalo até o início do torneio também limita o tempo de observação e recuperação dos atletas, colocando Ancelotti em uma situação delicada para definir os 23 convocados.
O caso mais grave é o de Rodrygo. O atacante do Real Madrid sofreu ruptura do ligamento cruzado anterior e do menisco lateral do joelho direito, lesão que exige longo período de recuperação. O problema ocorreu no início de março, em partida contra o Getafe, seguido por cirurgia dias depois. Com prazo estimado entre dez meses e um ano de reabilitação, o jogador está oficialmente fora do Mundial. A ausência pesa significativamente, especialmente pelo papel que vinha desempenhando como um articulador ofensivo de confiança de Ancelotti.
Outro nome que preocupa é o de Estêvão. O jovem atacante sofreu uma lesão de grau elevado na coxa direita em partida disputada pelo Chelsea e ainda não tem presença garantida na Copa. Considerado uma das principais opções para atuar no ataque pela ponta direita, ele vinha sendo tratado como titular por Ancelotti. Caso não se recupere a tempo, a tendência é que alternativas como Endrick – que ainda não está garantido na seleção – ganhem espaço na lista do treinador italiano.
No setor defensivo, a situação de Éder Militão é outro ponto de atenção. O zagueiro sofreu uma nova lesão muscular na coxa esquerda e está fora do restante da temporada europeia. Segundo o jornal espanhol "Marca", o problema é mais sério do que parecia inicialmente. O histórico recente agrava o cenário: o jogador já havia enfrentado uma lesão no fim do ano passado que o afastou por cerca de quatro meses. Agora, sua presença no Mundial é incerta, o que preocupa Ancelotti, pois a intenção do treinador era escalar Militão como peça titular na lateral direita.
O goleiro Alisson Becker, do Liverpool, está em recuperação de lesão muscular e não atua mais nesta temporada europeia. Apesar disso, a expectativa é de retorno ainda em abril, o que mantém o otimismo sobre sua convocação. Raphinha, do Barcelona, está em processo de recuperação de problema muscular sofrido na Data Fifa de março. A previsão é de que o atacante retorne em meados de maio, com expectativa de que atuação no El Clásico que acontece dia 10, o que ainda permitiria um período de cerca de um mês de preparação antes do torneio. Bruno Guimarães representa um caso menos preocupante. O meio-campista voltou aos gramados no último sábado, 18 de abril, após mais de dois meses afastado por lesão na coxa e está em processo de retomada do ritmo de jogo. Ainda assim, segue sendo monitorado pela comissão técnica brasileira, que o vê como peça fundamental no meio de campo ao lado de Casemiro.
Com a lista final prevista para o dia 18 de maio, Ancelotti terá pouco tempo para avaliar a condição física dos jogadores e definir os convocados. A estreia do Brasil no Mundial está marcada para 13 de junho, o que reduz ainda mais a margem de recuperação para quem ainda luta contra lesões. Diante desse cenário desafiador, o treinador italiano pode ser obrigado a ajustar planos e abrir espaço para novas opções, em uma convocação que, ao que tudo indica, será influenciada diretamente pelo departamento médico.