Vorcaro é transferido para sede da PF em Brasília em mais um sinal de delação
Transferência é mais um sinal da delação

Vorcaro é transferido para sede da PF em Brasília em mais um sinal de delação
Banqueiro investigado por fraudes no Master será transferido para superintendência da Polícia Federal em Brasília após autorização do ministro André Mendonça
O banqueiro Vorcaro será transferido para a superintendência da Polícia Federal em Brasília, após autorização concedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão marca um importante desenvolvimento nas investigações sobre as fraudes no Master.
A transferência representa o primeiro passo nas negociações para um possível acordo de delação premiada com os investigadores. A mudança facilitará o acesso direto dos delegados ao banqueiro e sua equipe jurídica, eliminando as restrições de segurança típicas de uma penitenciária federal de segurança máxima.
Vorcaro ocupará a mesma sala onde o ex-presidente Jair Bolsonaro esteve custodiado antes de sua transferência para a Papudinha. Como parte do processo, o banqueiro assinou um termo de confidencialidade com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR), garantindo que as próximas etapas da negociação ocorram sob sigilo.
A decisão de Vorcaro de considerar uma delação premiada surgiu após o Supremo formar maioria para manter sua prisão. Nesse momento, ele optou por mudar sua representação legal e começou a considerar delatar políticos e juízes com quem manteve relações pessoais nos últimos anos.
O banqueiro foi novamente detido em 4 de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação da PF foca em supostas fraudes financeiras no Master e na tentativa de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), uma instituição pública vinculada ao Governo do Distrito Federal.
A prisão mais recente foi solicitada pela PF e autorizada por Mendonça após novos elementos da investigação indicarem que Vorcaro havia dado ordens diretas para outros acusados intimidarem jornalistas, ex-funcionários e empresários, além de ter obtido acesso antecipado ao conteúdo das investigações.