Tereza Cristina destacou emprego e renda

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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) apresentou sua análise sobre o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia durante o Seminário A Geopolítica do Agronegócio, realizado em São Paulo. Em sua avaliação, embora o acordo represente um marco histórico, seu sucesso dependerá fundamentalmente da execução e da capacidade do Brasil em converter o tratado em benefícios econômicos concretos.
“O verdadeiro teste de um acordo não está na sua assinatura, mas na sua execução”, afirmou a senadora durante o evento promovido pelo escritório Modesto Carvalhosa Kuyven e Ronco Advogados. Ela enfatizou que os benefícios não serão automáticos, destacando que “Em última análise, o sucesso do acordo será medido por resultados tangíveis. Mais investimentos, mais produtividade, mais emprego, mais renda”.
* A implementação do acordo demandará uma forte articulação entre governo e setor produtivo, incluindo adaptações regulatórias e melhorias na infraestrutura logística. “Implementar um acordo dessa magnitude exige coordenação contínua entre Estado e o setor produtivo”, ressaltou Tereza Cristina.
* O tratado ultrapassa a simples redução de tarifas, estabelecendo um novo nível de integração econômica. A senadora considera que este pode ser um dos últimos grandes acordos comerciais no formato tradicional, afirmando que “Talvez represente uma das últimas grandes expressões de um paradigma de negociação internacional baseado em processos longos, técnicos e estruturados”.
* Alguns setores econômicos, como lácteos e vinhos, necessitarão de políticas de transição devido à maior exposição à concorrência internacional.
O acordo também prevê instrumentos importantes como a proteção de indicações geográficas e a redução nos custos de importação de insumos e bens de capital. “A abertura em serviços e investimentos tende a ampliar fluxos de tecnologia e inovação”, destacou a senadora.
Tereza Cristina enfatizou as oportunidades para agregação de valor e diversificação das exportações brasileiras, ressaltando que “Abre-se espaço para agregação de valor, diversificação exportadora e inserção em cadeias globais mais sofisticadas”.
Em sua conclusão, a senadora reforçou a importância de não apenas celebrar o acordo, mas também de defendê-lo e operacionalizá-lo adequadamente para maximizar seus benefícios para o país.
