Há acusações grave nos documentos

Foto: oficial da Casa Branca/Shealah Craighead)
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou novos arquivos relacionados ao caso Jeffrey Epstein que mencionam o ex-presidente Donald Trump. Os documentos, liberados na sexta-feira, contêm entrevistas realizadas pelo FBI com supostas vítimas em 2019, revelando acusações graves que não haviam sido incluídas na divulgação anterior de 3 milhões de documentos.
As novas revelações incluem depoimentos detalhados de supostas vítimas, embora Trump tenha negado repetidamente qualquer irregularidade relacionada a Epstein. A porta-voz da Casa Branca, Abigail Jackson, reforçou em comunicado que “o presidente Trump foi totalmente exonerado de qualquer coisa relacionada a Epstein”.
* Uma das vítimas relatou ao FBI que sua amiga, então com 13 ou 14 anos, teria sido abusada por Trump e Epstein em 1983, em Nova Jérsei. Segundo o relato, Trump teria forçado a adolescente a fazer sexo oral nele “para ensinar como uma garotinha deveria se comportar”.
* O depoimento indica que a jovem teria mordido Trump durante o ato forçado, resultando em agressão após ela ter caçoado de sua reação.
* A vítima mencionou que Trump e Epstein aparentemente disputavam garotas, usando termos como “carne fresca” e “imaculada” para se referir às menores.
* Nos documentos, há relatos de conversas sobre chantagem e possíveis atividades ilícitas, incluindo menções a permissões de construção irregulares e lavagem de dinheiro através de cassinos.
O Departamento de Justiça reconheceu que alguns documentos foram “codificados incorretamente como duplicados” e que procuradores federais na Flórida determinaram a divulgação de cinco memorandos de acusação, com trechos ocultados.
É importante ressaltar que quando os arquivos iniciais foram tornados públicos em janeiro, as autoridades alertaram que o material incluía alegações não comprovadas. O departamento chegou a classificar algumas acusações contra Trump como “infundadas e falsas”, especialmente aquelas enviadas ao FBI próximo às eleições de 2020.
A amiga da vítima mencionada nos depoimentos, quando contatada pelo FBI durante a presidência de Trump, recusou-se a falar sobre o caso, afirmando que “não vai adiantar de nada”.