Trabalhadores da Fhemig iniciam greve por tempo indeterminado em BH
Fundação diz que atendimento não foi interrompido
Categoria reivindica reajuste salarial, melhores condições de trabalho e cumprimento de acordos; fundação diz que mantém diálogo e que atendimento não foi interrompido
Trabalhadores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) iniciaram uma greve por tempo indeterminado nesta terça-feira (17), afetando diversas unidades de saúde em Belo Horizonte. A paralisação teve início às 7h, após assembleia realizada em frente ao Hospital João XXIII, na Região Centro-Sul da capital mineira.
A mobilização, que reuniu aproximadamente 150 profissionais, incluiu o fechamento temporário de pistas da Avenida Alfredo Balena, na Área Hospitalar, como forma de protesto. Os representantes dos trabalhadores garantiram a manutenção de uma escala mínima para assegurar o atendimento aos pacientes durante o período de greve.
A rede Fhemig em Belo Horizonte é composta por importantes unidades de saúde que atendem pelo SUS, incluindo:
* Hospital João XXIII
* Hospital Infantil João Paulo II
* Hospital Eduardo de Menezes
* Hospital Júlia Kubitschek
* Hospital Alberto Cavalcanti
A decisão pela greve foi motivada após a apresentação de uma proposta de reajuste salarial considerada insatisfatória pelos trabalhadores, que buscam recompor as perdas inflacionárias dos últimos três anos. Além disso, a categoria reivindica o fim de descontos indevidos nos salários e melhorias nas condições de trabalho.
Os profissionais também denunciam problemas relacionados à retirada de direitos e à ausência de respostas efetivas da administração estadual para suas demandas. Em contrapartida, a Fhemig emitiu nota informando que, apesar de impactos pontuais em alguns setores do Hospital João XXIII, não houve interrupção dos atendimentos. A fundação ressaltou que mantém canais de diálogo abertos com os servidores e reafirmou seu compromisso com a continuidade da assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).



