Ele é acusado de matar e tentar alterar cena do crime

Foto: Reprodução/TV Globo
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão do tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio contra sua esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana. A decisão foi proferida pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca, que rejeitou o pedido de soltura apresentado pela defesa.
O caso ganhou destaque após investigações revelarem evidências que contradizem a versão inicial apresentada por Geraldo Leite Rosa Neto sobre a morte de sua esposa. O que inicialmente foi reportado como suicídio, posteriormente foi reclassificado como feminicídio.
* O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso na quarta-feira (18) após ser indiciado por feminicídio e fraude processual.
* No mês anterior, Gisele foi encontrada sem vida no apartamento onde residia com o marido. O próprio Geraldo Leite Rosa Neto acionou as autoridades, alegando que a soldado havia cometido suicídio.
* Durante as investigações, foram descobertas mensagens no celular de Geraldo Leite Rosa Neto contendo ameaças contra a vítima, levando à tipificação do caso como feminicídio.
* Câmeras corporais dos policiais que atenderam à ocorrência registraram tentativas do tenente-coronel de alterar a cena do crime.
Na decisão que manteve a prisão, o ministro Reynaldo Soares da Fonseca argumentou que “Não houve nenhum provimento emanado desta corte superior, no processo em tela, que pudesse ser descumprido pelas instâncias ordinárias”, explicando que a reclamação apresentada pela defesa não era o instrumento adequado para questionar o decreto de prisão emitido pela Justiça de São Paulo.
