
Sede oficial do governo do Condado de Honolulu, no Havaí
Um caso de erro judicial resultou em uma indenização milionária para Joshua Spriestersbach, de 54 anos, que passou mais de dois anos internado indevidamente em um hospital psiquiátrico no Havaí. O Conselho Municipal de Honolulu aprovou um acordo de US$ 975 mil (aproximadamente R$ 5,1 milhões) após reconhecer o grave equívoco.
O incidente teve início em 2017, quando Spriestersbach, que estava em situação de rua, foi encontrado dormindo na Kawananakoa Middle School, em Punchbowl. Durante a abordagem policial, uma série de eventos levou a uma confusão de identidade que mudaria sua vida drasticamente.
Cronologia dos eventos:
* Durante a abordagem inicial, Spriestersbach, que possui esquizofrenia, forneceu apenas o sobrenome Castleberry, que pertencia a seu avô, sem mencionar seu primeiro nome.
* Os policiais encontraram um mandado de prisão pendente desde 2009 contra Thomas Castleberry, procurado por acusações relacionadas a drogas.
* Anos depois, Spriestersbach foi detido novamente enquanto dormia em frente ao abrigo Safe Haven, em Chinatown, sendo preso pelo mesmo mandado.
* O homem passou quatro meses no Oʻahu Community Correctional Center antes de ser transferido para o Hawaii State Hospital, onde permaneceu por mais de dois anos.
Durante todo o período de internação, Spriestersbach insistiu que não era Thomas Castleberry, mas suas alegações foram ignoradas. Conforme consta no processo: "Antes de janeiro de 2020, nenhuma pessoa agiu com base nas informações disponíveis para determinar que Joshua estava dizendo a verdade – que ele não era Thomas R. Castleberry".
O documento também revela que as autoridades "determinaram que Joshua era delirante e incompetente apenas porque ele se recusou a admitir que era Thomas R. Castleberry e se recusou a reconhecer os crimes de Thomas R. Castleberry".
Além da indenização aprovada pelo Conselho Municipal, Spriestersbach pode receber um acordo adicional de US$ 200 mil (aproximadamente R$ 1 milhão) do estado para resolver reivindicações legais contra o escritório de defensoria pública do Havaí. A polícia local e o gabinete do prefeito não se manifestaram sobre o caso.