Conflito já deixou mais de duas mil mortes

Papa Leão XIV reforça apelo por cessar-fogo no Oriente Médio
O papa Leão XIV intensificou seus apelos por paz no Oriente Médio durante o Angelus deste domingo (22), classificando o atual conflito como um “escândalo para toda a família humana”. O pontífice expressou profunda preocupação com as mortes e o sofrimento causados pela guerra que já se estende por quatro semanas.
“Não podemos permanecer em silêncio diante do sofrimento de tantas pessoas, vítimas indefesas desses conflitos. O que as fere, fere toda a humanidade”, declarou o Papa, manifestando sua “consternação” com a situação no Oriente Médio e outras regiões afetadas.
O conflito teve início quando Donald Trump anunciou, em 28 de fevereiro, que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir suas forças armadas e programa nuclear. Israel também se juntou aos ataques, desencadeando uma série de eventos que escalaram rapidamente:
* O Irã respondeu com uma onda massiva de ataques em diversos países que abrigam bases militares norte-americanas, incluindo Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
* Israel realizou ofensivas no Líbano, com bombardeios na Região Sul de Beirute, seguidos de operações terrestres contra posições do Hezbollah.
* O fechamento do Estreito de Ormuz, principal gargalo logístico energético do mundo, tornou-se um ponto crítico do conflito.
Após três semanas de guerra, o número de mortos já ultrapassa duas mil pessoas. O Irã registra o maior número de vítimas, com mais de 1.300 mortes, seguido pelo Líbano com 1.001 mortos. Outros países também sofreram perdas significativas, incluindo Iraque (32), Israel (15), EUA (13), Emirados Árabes Unidos (6), Kuwait (6), Omã (3), Arábia Saudita (2) e Bahrein (2).
O Programa Mundial de Alimentos da ONU alertou que mais de 45 milhões de pessoas poderão enfrentar fome se o conflito se estender até junho. Carl Skau, diretor-executivo adjunto do PMA, afirmou em coletiva de imprensa que “a fome nunca foi tão grave como agora”.
Durante o Angelus na Praça de São Pedro, Leão XIV reiterou seu apelo: “Renovo veementemente meu apelo para que perseveremos em oração, para que as hostilidades cessem e o caminho para paz seja finalmente pavimentado”. O pontífice enfatizou a importância do “diálogo sincero e do respeito pela dignidade de cada pessoa humana” como base para a construção da paz.
Com o conflito ainda sem perspectivas de resolução, a comunidade internacional permanece apreensiva quanto aos desdobramentos da situação no Oriente Médio e suas consequências humanitárias.