Menor suspeito de estupro coletivo de adolescente no Rio se entrega à polícia
Ele era o último foragido do caso

Foto: Reprodução
Ele era o último foragido do caso; outros quatro jovens já haviam sido presos. Polícia investiga ainda pelo menos mais dois possíveis crimes sexuais atribuídos ao grupo
Um caso chocante de estupro coletivo em Copacabana, Rio de Janeiro, teve sua investigação concluída após o último suspeito, um menor de idade, se entregar à polícia nesta sexta-feira (6). O crime, que aconteceu em 31 de janeiro de 2026, envolveu cinco jovens de classes média e alta.
O caso ganhou destaque após a captura de todos os envolvidos, sendo quatro maiores de idade já presos anteriormente: Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, além de João Gabriel Xavier Bertho e Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos.
Cronologia do Crime
* A vítima recebeu uma mensagem de um ex-relacionamento, aluno da mesma escola, convidando-a para ir ao apartamento de um amigo em Copacabana
* Ao chegar ao local, a adolescente foi conduzida a um quarto onde cinco jovens, incluindo um menor de idade, a forçaram a manter relações sexuais
* Durante o ataque, a vítima sofreu violência física e psicológica, incluindo tapas, socos e um chute na região abdominal
* O exame de corpo de delito confirmou lesões compatíveis com violência física, incluindo escoriações na região genital e sangue no canal vaginal
As câmeras de segurança do condomínio registraram toda a movimentação dos suspeitos. As imagens mostram a chegada da vítima com um dos acusados por volta das 19h, seguida da entrada de outros três jovens. Aproximadamente às 20h40, cinco suspeitos foram vistos deixando o local.
A delegacia de Copacabana, responsável pela investigação, identificou que o grupo pode estar envolvido em pelo menos mais dois casos de crimes sexuais, após outras vítimas procurarem a polícia para fazer denúncias. Os maiores de idade responderão por estupro, enquanto o menor responderá por ato infracional análogo ao mesmo crime.
Se condenados, os acusados podem receber penas de até 20 anos de prisão. A polícia acredita que o crime foi uma emboscada planejada.