Ele compareceu a tribunal em Nova York

Maduro contesta acusações de tráfico em tribunal dos EUA
O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro compareceu nesta quinta-feira a um tribunal em Nova York, buscando anular as acusações de tráfico de drogas que enfrenta. A contestação está relacionada a uma disputa geopolítica sobre honorários advocatícios, onde sua defesa alega violação de direitos constitucionais pelo bloqueio de fundos venezuelanos para custear despesas legais.
Esta é a primeira aparição de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, desde a acusação em janeiro, quando o ex-presidente protestou contra sua captura pelas forças militares americanas, declarando: “Não sou culpado. Sou um homem decente, o presidente constitucional do meu país.” Flores também se declarou inocente das acusações.
O casal permanece detido em um centro de detenção no Brooklyn, sem solicitação de liberdade sob fiança. O juiz Alvin Hellerstein ainda não estabeleceu uma data para o julgamento, decisão que pode ser tomada durante a audiência atual.
Enquanto isso, na Venezuela, Maduro e Flores ainda mantêm certo apoio popular, evidenciado por murais e outdoors em Caracas que exigem seu retorno. No entanto, mesmo com seu partido ainda no poder, observa-se um gradual distanciamento de sua figura no governo interino de Delcy Rodríguez.
As relações diplomáticas entre Venezuela e Estados Unidos, rompidas em 2019 quando Washington reconheceu um líder da oposição como governante legítimo, foram restabelecidas. Como parte dessa reaproximação, os EUA flexibilizaram sanções sobre a indústria petrolífera venezuelana e enviaram um encarregado de negócios para Caracas.
A situação atual reflete uma complexa trama diplomática e judicial, onde questões legais se entrelaçam com interesses geopolíticos, enquanto o destino do ex-presidente venezuelano permanece indefinido no sistema judicial americano.
