
Esplanada dos Ministérios | Foto: Marcello Casal Jr. /Agência Brasil
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passa por uma ampla reformulação ministerial, com a saída de 18 ministros que disputarão as eleições municipais de outubro. A nova composição é marcada pela promoção de secretários-executivos e ajustes políticos na base aliada. As principais mudanças incluem a nomeação de Dario Durigan na Fazenda, Miriam Belchior na Casa Civil e André de Paula na Agricultura, entre outros nomes estratégicos que assumem o comando das pastas.
Dario Durigan assume a Fazenda após a saída de Fernando Haddad. Como secretário-executivo desde 2023, destacou-se na articulação da reforma tributária e no diálogo com o Legislativo. Miriam Belchior, ex-ministra do Planejamento no governo Dilma, assume a Casa Civil com canal direto com o presidente Lula e papel fundamental nas decisões do Executivo.
André de Paula deixa o Ministério da Pesca para comandar a Agricultura, atendendo à bancada do PSD e fortalecendo a articulação política do governo. * Leonardo Barchini, servidor público há 30 anos, assume o Ministério da Educação no lugar de Camilo Santana. Bruno Moretti, da Secretaria de Análise Governamental, é promovido ao comando do Planejamento.
Novas Lideranças em Pastas Estratégica
Márcio Elias Rosa assume o Desenvolvimento, Indústria e Comércio, substituindo Geraldo Alckmin. George Santoro é promovido a ministro dos Transportes, focando na continuidade dos projetos de infraestrutura. João Paulo Capobianco, braço direito de Marina Silva, assume o Meio Ambiente com foco no combate ao desmatamento.
Antônio Vladimir Lima assume o Ministério das Cidades, priorizando programas habitacionais e de mobilidade urbana. Duas pastas importantes seguem sem definição: o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, anteriormente comandado por Waldez Góes, e o Ministério das Relações Institucionais, responsável pela articulação política do governo.
A reformulação ministerial representa um momento crucial para o governo Lula, que busca manter a estabilidade política e administrativa mesmo com a saída de figuras importantes para as eleições municipais.