Ele diz que convite foi feito por Lula

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José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, confirmou sua pré-candidatura a deputado federal por São Paulo. O anúncio foi feito durante a celebração de seus 80 anos, onde revelou que a decisão foi tomada após convite direto do presidente Lula.
“Sou pré-candidato, a pedido e a convite do presidente Lula. Voltei para o Diretório Nacional e já estou fazendo pré-campanha dentro da lei e das resoluções do TSE”, afirmou José Dirceu.
Como um dos principais nomes do PT, Dirceu manifestou sua intenção de contribuir com a agenda do governo federal e fortalecer a articulação política no Congresso. Durante seu discurso no evento comemorativo, o ex-ministro defendeu reformas significativas no sistema tributário brasileiro, incluindo a taxação de grandes fortunas e rendas elevadas.
Em sua manifestação, José Dirceu expressou preocupação com a soberania nacional e alertou sobre possíveis consequências de um eventual retorno do bolsonarismo ao poder. “O que eles pretendem para o Brasil? Privatizar a Previdência, a Petrobras, os bancos públicos, o BNDES, desvincular o salário mínimo da economia e tirar recursos da saúde e da educação”, declarou.
Vale ressaltar que Dirceu está afastado da Câmara dos Deputados há 20 anos, após cassação relacionada ao mensalão. Em fevereiro deste ano, já havia sinalizado sua possível candidatura, destacando sua experiência política: “Há um apelo do presidente Lula para que eu passe à direção do PT e à Câmara. Eu acredito que eu posso contribuir com a minha experiência, que já fui deputado estadual, governador, ministro, presidi o PT, vim da luta lá atrás, na década de 1960. E posso contribuir com São Paulo, sendo deputado por São Paulo, e também com o governo do presidente Lula, trabalhando pela reeleição dele”.
A decisão de retornar à vida política ativa, embora conte com o apoio de Lula, gera debates dentro do próprio PT, com alguns membros expressando preocupações sobre possíveis impactos eleitorais e a repercussão das condenações anteriores do ex-ministro.