Ele está internado com broncopneumonia

Defesa de Bolsonaro volta a pedir prisão domiciliar por questões médicas
A defesa do ex-presidente Bolsonaro apresentou novo pedido de prisão domiciliar, alegando questões de saúde após sua recente internação hospitalar. O requerimento foi protocolado quatro dias após Bolsonaro ter sido internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular em Brasília.
O ex-presidente apresentou um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral, possivelmente de origem aspirativa, que demandou cuidados intensivos. O incidente ocorreu quando Bolsonaro passou mal em sua cela no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, necessitando de atendimento médico emergencial.
Cronologia dos eventos:
* Em 13 de março, Bolsonaro apresentou mal-estar em sua cela, com quadro de febre alta e queda na saturação de oxigênio, sendo imediatamente transferido para UTI
* O último boletim médico indica melhora clínica do ex-presidente, com recuperação da função renal e evolução parcial dos marcadores inflamatórios, embora ainda necessite de cuidados intensivos
* A equipe de advogados argumenta que existe risco de novos episódios de broncoaspiração, exigindo monitoramento clínico constante
A defesa sustenta que a permanência em ambiente prisional pode agravar o quadro clínico do ex-presidente, argumentando que a falta de vigilância contínua e impossibilidade de intervenção imediata podem resultar em eventos similares com maior gravidade, especialmente considerando suas múltiplas comorbidades já documentadas.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo, tem sistematicamente negado pedidos anteriores de prisão domiciliar, argumentando que as instalações prisionais onde Bolsonaro se encontra foram devidamente adaptadas para oferecer a assistência médica necessária.