CPI do INSS ganha mais 60 dias de investigação após determinação de André Mendonça
Extensão foi confirmada por Carlos Viana

CPI do INSS ganha mais 60 dias de investigação após determinação de André Mendonça
Após determinação do ministro André Mendonça do STF, presidente da comissão Carlos Viana confirma extensão dos trabalhos para apurar fraudes no instituto
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS deve ter seus trabalhos estendidos por mais 60 dias, conforme anunciou o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), nesta segunda-feira. A decisão veio após determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), a prorrogação do funcionamento da CPI.
“Nós precisávamos de pelo menos mais 60 dias para que a investigação fosse completa. Agora nós podemos estender em até 120 dias, caso fatos novos surjam e exijam mais tempo”, declarou Viana, que defende a extensão de dois meses como prazo suficiente para entregar resultados mais consistentes.
Novos Depoimentos Previstos
Com a extensão do prazo, a comissão planeja ouvir mais testemunhas, incluindo:
* O ministro da Previdência, Wolney Queiroz
* O presidente do Dataprev, Rodrigo Assumpção
* O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo
* O ex-presidente do BC Roberto Campos Neto
* Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, atualmente detido
Relatório Final
O deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPI mista, revelou detalhes importantes sobre o relatório em desenvolvimento:
* O documento conta com aproximadamente 5 mil páginas
* Inclui 228 indiciamentos
* Não contempla pedidos de indiciamento do presidente Lula ou do ex-presidente Bolsonaro
* Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, será mencionado devido a suspeitas, mas sem indiciamento por falta de elementos concretos
A defesa de Lulinha reconheceu perante o STF uma viagem a Portugal com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, figura central nas investigações de fraudes no instituto. Segundo relatos, a viagem foi financiada por Antônio Carlos, embora a defesa alegue que o deslocamento não teve relação com o esquema investigado.
A decisão do ministro André Mendonça estabelece um prazo de 48 horas para que Alcolumbre receba e faça a leitura do requerimento com as assinaturas necessárias para a extensão. Caso não seja cumprido, o documento será considerado automaticamente recebido e lido, permitindo a continuidade dos trabalhos da CPMI pelo período definido pela minoria parlamentar.