
Ronaldo Caiado e Romeu Zema - Foto: Reprodução
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), esclareceu que Romeu Zema (Novo) não integrará sua chapa como vice na disputa pela Presidência da República. A declaração veio após o PSD oficializar a candidatura de Caiado, em meio a especulações sobre uma possível aliança com o governador mineiro.
Durante entrevista coletiva, Caiado revelou que Zema manifestou interesse em lançar candidatura própria à Presidência. "Tenho respeito enorme pelo Zema, um carinho enorme. Há poucos dias estive lá com o Zema, ele me disse "da mesma maneira que saí pra minha campanha ao governo, vou sair na minha campanha pra presidente", eu disse "amigo, tá fechado", eu estimulo as pessoas que têm esse tipo de convicção", afirmou.
Principais pontos da candidatura:
* O PSD anunciou oficialmente a candidatura de Caiado nesta segunda-feira (30/3), em um momento em que Zema também é cortejado pelo PL do senador Flávio Bolsonaro
* Caiado prometeu que seu primeiro ato como presidente seria conceder "anistia geral, ampla e irrestrita" aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro
* O governador goiano se posicionou como alternativa à polarização, defendendo que este fenômeno "não é traço da política nacional" e pode ser "desativada"
Em suas declarações, Caiado fez críticas veladas ao senador Flávio Bolsonaro, ressaltando a importância da experiência administrativa para governar o país. O governador de Goiás enfatizou a necessidade de diálogo com as diferentes esferas de poder, incluindo Congresso, Judiciário e governadores.
"O PT venceu cinco eleições depois do regime militar. Mas nós ganhamos uma eleição, e depois ele voltou. O desafio não é ganhar uma eleição. Isso é fácil. No segundo turno estará batido. O difícil é governar para que o PT não seja mais opção. PT não é mais opção em Goiás, no Paraná, no Rio Grande do Sul", destacou Caiado.
O governador goiano reforçou sua proposta de pacificação nacional através da anistia, declarando: "Vamos pacificar o país, vamos anistiar, inclusive o ex-presidente, vou dar uma mostra que vou cuidar das pessoas".