Dados são do Ipead-UFMG

Inflação | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O IPCA-BH (Índice de Preços ao Consumidor Amplo de Belo Horizonte) apresentou deflação de 0,07% em fevereiro, conforme dados divulgados pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead-UFMG) nesta quinta-feira (5).
A redução no índice foi principalmente impulsionada por quedas significativas em diferentes setores:
* Produtos pessoais registraram recuo de 0,52%, gerando impacto negativo de 0,24 ponto percentual no índice geral
* Produtos administrados, incluindo transporte, comunicação e energia elétrica, apresentaram queda de 0,35%, contribuindo com -0,07 ponto percentual
* Excursões tiveram a redução mais expressiva, com -10,68% (-0,32 p.p.)
* Gasolina comum apresentou queda de 2,87% (-0,11 p.p.)
* Ingressos para jogos diminuíram 23,50%
* Cerveja em bares registrou queda de 5,22%
No entanto, alguns setores apresentaram aumentos que limitaram a deflação do período:
* Grupo alimentação teve alta de 0,69% (0,12 p.p.)
* Habitação registrou aumento de 0,83% (0,12 p.p.)
* Joias lideraram as altas com 6,05%
* Tarifa de água subiu 4,85%
* Curso superior aumentou 3,01%
* Refeição fora de casa teve alta de 1,30%
Em contrapartida ao comportamento do IPCA-BH, o Índice de Preços ao Consumidor Restrito (IPCR-BH), que mede o impacto da inflação nas famílias com renda de até cinco salários mínimos, registrou aumento de 0,26% em fevereiro. Este resultado foi influenciado principalmente pela alta de 0,65% nos preços da alimentação (0,14 p.p.) e 1,12% no grupo habitação (0,19 p.p.).
A variação dos índices demonstra um cenário de contraste entre o comportamento geral dos preços e seu impacto específico nas famílias de menor renda na capital mineira.