
Vacina contra a gripe - Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciou uma campanha de esclarecimento sobre a vacina contra a gripe, após o início oficial da vacinação no Brasil no sábado (28). O órgão regulador busca combater desinformação e mitos sobre a segurança e eficácia do imunizante contra influenza.
Em um comunicado abrangente, a Anvisa reforçou que a vacina passa por rigorosos testes e é comprovadamente segura, apresentando esclarecimentos sobre os principais componentes que geram dúvidas na população:
* O timerosal, forma de mercúrio presente na vacina, atua como conservante e não representa riscos à saúde. A Anvisa afirma: "A quantidade é ínfima e muitos estudos comprovam que essa formulação específica é eliminada rapidamente pelo corpo, sem causar danos ao sistema nervoso ou aos rins".
* Sobre o Octoxynol-10 (Triton X-100), a agência esclarece que este detergente usado para inativar o vírus não causa câncer nem doenças autoimunes. "A penas traços residuais permanecem no produto final. O Triton X-100 é amplamente utilizado em cosméticos e medicamentos aprovados no mundo inteiro, sem qualquer indício de que cause malformação ou doenças graves".
* Quanto ao formaldeído, a Anvisa explica: "O corpo humano produz formaldeído naturalmente durante o metabolismo das células. O sangue de um bebê, por exemplo, possui naturalmente uma concentração muito maior da substância do que qualquer vacina".
Orientações para Vacinação
A campanha de vacinação contempla diversos grupos prioritários, incluindo crianças de seis meses a cinco anos e 11 meses, idosos com 60 anos ou mais, e gestantes. A Anvisa ressalta que a imunização deve ser anual, mesmo para quem se vacinou no ano anterior.
Para crianças entre seis meses e oito anos, o esquema vacinal varia conforme o histórico: uma dose para as já vacinadas anteriormente e duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas, para as que nunca foram vacinadas.
A população indígena a partir de seis meses de idade deve seguir as mesmas orientações, considerando faixa etária e histórico vacinal. O mesmo se aplica a crianças e pessoas com comorbidades até oito anos que ainda não foram vacinadas.
A Anvisa reforça que a vacina pode ser administrada simultaneamente com outras do Calendário Nacional, incluindo a da covid-19, garantindo maior praticidade na imunização da população.