Presidente dos EUA demonstra otimismo

Trump busca acordo após alerta de guerra do Irã
Em um momento de elevada tensão militar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou otimismo sobre a possibilidade de um novo acordo com o Irã, em resposta direta às advertências do líder supremo da República Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, sobre possíveis consequências de uma intervenção militar americana.
“Esperamos chegar a um acordo. Se não chegarmos, descobriremos se ele tinha razão ou não”, declarou Trump a jornalistas, enquanto os EUA mantêm uma força tarefa no Golfo, incluindo o porta-aviões USS Abraham Lincoln, após os confrontos de junho.
A situação atual é agravada por uma crise doméstica no Irã, onde protestos massivos contra o custo de vida, iniciados em dezembro, evoluíram para manifestações contra o regime. O cenário apresenta diferentes perspectivas sobre as consequências:
* O governo iraniano contabiliza 2.986 mortos, afirmando que a maioria eram agentes de segurança e civis inocentes
* A organização HRANA, baseada nos EUA, apresenta números mais elevados: 6.713 mortos e mais de 26 mil detidos
* O aiatolá Khamenei caracteriza as manifestações como um “golpe de Estado reprimido” orquestrado por forças estrangeiras
Um sinal positivo emergiu com a libertação do manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, cuja possível execução havia mobilizado a comunidade internacional. Segundo seu advogado, Amir Mousajani, Soltani foi liberado após pagamento de fiança.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em entrevista à CNN, expressou que, apesar da confiança abalada nos EUA, considera Trump “sensato o suficiente” para evitar equívocos estratégicos. Países vizinhos têm atuado como mediadores para reestabelecer o diálogo.
O programa nuclear iraniano permanece como ponto central das discussões. Enquanto países ocidentais suspeitam de propósitos militares, o Irã mantém sua posição sobre o caráter civil de seu programa energético. Autoridades iranianas indicaram “progressos” nas negociações, alinhando-se ao desejo de Trump por um “acordo justo e equitativo” visando a desnuclearização militar da região.