Minas registra três novos casos de Mpox
Casos ocorrem em BH e Contagem
Doença altamente contagiosa é detectada em Belo Horizonte e Contagem. Nova variante foi descoberta no exterior, gerando preocupação das autoridades.
Três casos de Mpox, anteriormente conhecida como monkeypox, foram confirmados em Minas Gerais nos dois primeiros meses de 2026. Dois registros ocorreram em Belo Horizonte e um em Contagem, na região metropolitana, afetando homens entre 35 e 45 anos. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), todos os pacientes já se recuperaram.
O Brasil já contabiliza 48 casos da doença, com maior concentração em São Paulo, conforme dados do Ministério da Saúde. A situação ganha ainda mais relevância com a descoberta de uma nova variante no exterior e a realização de eventos de grande porte, como o Carnaval.
A Mpox, causada por um vírus da mesma família da varíola humana, apresenta características específicas:
* Os principais sintomas incluem febre, aumento dos gânglios linfáticos e lesões cutâneas que podem ser confundidas com catapora ou herpes genital, conforme explica a infectologista Melissa Valentini.
* O diagnóstico é realizado através de coleta de material das lesões, utilizando a técnica de PCR para detectar o material genético do vírus.
* Durante o tratamento, o paciente deve permanecer isolado até o desaparecimento completo das lesões.
Uma nova variante foi identificada recentemente, resultante de combinação genética, com casos detectados no Reino Unido em dezembro de 2025 e na Índia em setembro do mesmo ano. “Esses dois casos não têm correlação epidemiológica entre si, o que indica transmissões independentes. Ainda não sabemos se essa variante é mais transmissível, mais grave ou se mantém o padrão de transmissão sexual observado anteriormente”, ressalta a infectologista.
Quanto à prevenção, a vacina utilizada é a mesma desenvolvida contra a varíola, disponibilizada no Brasil através de doações internacionais, priorizando grupos vulneráveis, especialmente pessoas imunossuprimidas. Não há disponibilidade ampla do imunizante nas redes pública e privada.
A SES-MG mantém monitoramento constante do cenário epidemiológico, enquanto o Ministério da Saúde trabalha em conjunto com as vigilâncias estaduais. “O país segue com vigilância ativa e resposta estruturada para a mpox e reforça que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para a identificação precoce, manejo clínico adequado e acompanhamento dos pacientes”, informou o ministério.
Os especialistas recomendam que, diante de sintomas como febre associada a lesões cutâneas e aumento de gânglios, especialmente após contato íntimo desprotegido, deve-se buscar avaliação médica imediata.



