Ex-ministro quer Alckmin como vice de Lula de novo

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José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, intensificou a pressão para que Fernando Haddad, atual ministro da Fazenda, dispute o governo ou uma vaga no Senado por São Paulo. Durante as comemorações do 46º aniversário do PT em Salvador, Dirceu também defendeu a permanência de Geraldo Alckmin como vice-presidente na chapa de Lula.
“Eu defendo há muito tempo que ele seja o nosso candidato, já que o Geraldo Alckmin, no meu entendimento, deve continuar como vice-presidente. Porque isso foi um pacto político, uma espécie de um contrato que nós assinamos com a sociedade brasileira, que a aliança entre o Lula e o Alckmin criaria as condições para nós vencermos a eleição”, declarou José Dirceu.
Afastado da Câmara dos Deputados há 20 anos após cassação pelo mensalão, José Dirceu revelou planos de retorno à Casa legislativa em 2026, como candidato a deputado federal por São Paulo. “Há um apelo do presidente Lula para que eu passe à direção do PT e à Câmara. Eu acredito que eu posso contribuir com a minha experiência, que já fui deputado estadual, governador, ministro, presidi o PT, vim da luta lá atrás, na década de 1960”, afirmou aos jornalistas.
O próprio presidente Lula mencionou que Geraldo Alckmin, Fernando Haddad ou Simone Tebet podem ser candidatos ao governo paulista. Em entrevista ao Portal UOL, Lula aumentou a pressão sobre Haddad ao declarar que ele e Alckmin “têm um papel a cumprir” em São Paulo.
Haddad tem demonstrado resistência à candidatura, preferindo participar da coordenação da campanha à reeleição de Lula. “Estou conversando com o presidente sobre isso. Vamos ver quem convence quem”, disse o ministro da Fazenda. A preocupação do PT é garantir um palanque forte no estado para evitar que candidatos de oposição abram vantagem significativa nas eleições.
Um grupo do PT designado por Lula para articular sua reeleição planeja uma ofensiva para incluir o MDB na chapa presidencial, possivelmente oferecendo a vice-presidência ao partido. Isso poderia resultar no deslocamento de Alckmin para a disputa em São Paulo. Entre os possíveis nomes do MDB para vice de Lula estão Renan Filho e o governador do Pará, Helder Barbalho.
No cenário atual, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, pode deixar o MDB para disputar o Senado por São Paulo pelo PSB, considerando que o diretório paulista de seu atual partido mantém proximidade com o bolsonarismo e deve apoiar o candidato do governador Tarcísio de Freitas.