Nomeação ainda deve ser confirmada por Lula

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou Guilherme Mello, atual secretário de Política Econômica, para assumir uma das diretorias vagas no Banco Central (BC). A indicação foi confirmada por fontes próximas a ambos, embora os envolvidos não tenham se manifestado oficialmente sobre o assunto.
A nomeação de Guilherme Mello, que precisa ser formalizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, necessitará posteriormente de aprovação do Senado Federal, onde o economista deverá passar por uma sabatina. O cargo em questão permitirá que Mello integre o Comitê de Política Monetária (Copom), responsável pelas decisões sobre a taxa de juros.
A indicação acontece em um momento significativo, com a taxa de juros mantida em 15% ao ano pelo Copom. Guilherme Mello tem sido uma voz crítica em relação às altas taxas de juros, como demonstrou em sua declaração durante o evento CNN Talks: “É evidente que o nível de juros, da taxa de juros básica no Brasil, é restritivo e elevado e inibe não só a captação da caderneta de poupança como a própria concessão de crédito em diferentes modalidade, e dificulta o mercado de crédito imobiliário”.
O economista possui forte ligação com o atual governo, tendo participado da elaboração do plano de governo de Lula durante as eleições de 2022, através da Fundação Perseu Abramo, vinculada ao PT. Sua nomeação como secretário de Política Econômica ocorreu ainda durante o período de transição governamental, após a vitória sobre Bolsonaro.
Com formação acadêmica robusta, Guilherme Mello é mestre em Economia Política pela PUC de São Paulo e doutor em Ciência Econômica pela Unicamp, onde atua como professor e coordenador do programa de pós-graduação em desenvolvimento econômico. Sua experiência acadêmica inclui pesquisas sobre políticas monetárias não convencionais, tendo desenvolvido teses sobre o capitalismo e mercados financeiros.